MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
A Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM) e o Sindicato Médico da Andaluzia (SMA) confirmaram que vão levar adiante a greve convocada para 13 de junho, depois de esgotar na segunda-feira todas as reuniões programadas com o Ministério da Saúde e não obter "propostas concretas" sobre o novo texto do Estatuto Marco dos profissionais da saúde.
Ambas as organizações haviam declarado, após a reunião de 21 de maio, que as propostas de modificação que o Ministério havia entregado buscavam apenas "remendar" a situação atual e propunham condições de trabalho que acabavam "hipotecando" o grupo para os próximos anos, o que levou a um desacordo que torna "inevitável" levar adiante a greve convocada para 13 de junho como o primeiro dia de greve nacional.
O Comitê de Greve destacou que as pequenas mudanças propostas pelo Departamento de Saúde não só não melhoram a situação atual, mas também "acabarão contribuindo para a deterioração da saúde pública", pois garantem que "os objetivos do plano de recuperação estabelecido pela Europa não estão sendo cumpridos", razão pela qual as organizações sindicais estão reservando as ações correspondentes para levar o conflito às instituições que considerarem adequadas.
Os sindicatos enfatizam que a reunião de segunda-feira "não foi muito proveitosa" em termos de acordos substanciais e a greve continua devido à falta de novas propostas escritas e às posições ainda distantes. No entanto, tanto o CESM quanto o SMA insistem em sua disposição de manter o diálogo e continuar negociando com o Ministério a fim de ver atendidas suas demandas para melhorar as atuais condições de trabalho dos médicos e médicas.
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