Juanma Serrano - Europa Press - Arquivo
MADRID 8 set. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM), Víctor Pedrera, informou que seu Comitê Executivo decidiu “intensificar a pressão” contra o Projeto de Lei do Estatuto-Quadro e proporá nesta quinta-feira ao Comitê de Greve a aprovação de paralisações “indefinidas e permanentes”, que deveriam começar em meados de outubro, com data de início ainda a ser definida.
Foi o que ele antecipou nesta terça-feira em uma coletiva de imprensa, onde especificou que o Comitê de Greve se reunirá nesta quinta-feira às 17h e abordará essa questão, que a CESM espera que conte com o apoio dos demais sindicatos, incluindo o Sindicato Médico Andaluz (SMA), o Metges de Catalunya (MC), a Associação de Médicos e Profissionais de Nível Superior de Madri (AMYTS), o Sindicato Médico do País Basco (SME) e o Sindicato dos Médicos Independentes da Galícia (O’MEGA).
Pedrera afirmou que o conflito médico continua, apesar de o projeto de lei seguir tramitando no Congresso dos Deputados, após sua aprovação no Conselho de Ministros. Segundo ele, isso implica mudar o interlocutor das reivindicações, mas não o seu objeto.
“O conflito não terminou. Nós, médicos, não renunciamos a nenhuma de nossas reivindicações, nem a CESM (...), o que vai mudar é nossa estratégia, pois o interlocutor mudou”, destacou Pedrera, dirigindo-se à ministra da Saúde, Mónica García, para acrescentar, em seguida, que haverá “mais pressão” nos âmbitos parlamentar, institucional, jurídico e europeu.
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