A confederação reunirá seu Comitê Executivo na cidade autônoma no dia 23 de outubro
MADRID, 8 set. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM), Víctor Pedrera, exigiu nesta terça-feira que os médicos de Ceuta tenham os mesmos direitos que os profissionais do resto da Espanha, a fim de pôr fim à situação de cobertura “ultra”, “mega”, “hiper” ou “macro” na cidade autônoma, após a chegada em massa de migrantes em julho passado.
“É preciso melhorar as condições de trabalho com urgência e dotar as equipes de pessoal em número suficiente” para evitar o “sofrimento no trabalho”, afirmou ele em coletiva de imprensa para anunciar as últimas decisões do Comitê Executivo da CESM. “Cada vez menos pessoas querem ir para lá e as que estão lá enfrentam condições cada vez piores”, afirmou ele sobre o sistema de saúde de Ceuta.
Com o objetivo de demonstrar seu apoio aos médicos de Ceuta, Pedrera anunciou que o Comitê Executivo da CESM se deslocará na sexta-feira, 23 de outubro, para a cidade autônoma. Conforme precisou, a realização dessa reunião em Ceuta não se deve apenas à chegada de migrantes, mas porque a situação sanitária é “penosa”, e lembrou que esta é “pelo menos” a quarta vez que o órgão sindical se reúne lá.
“Faremos o que pudermos para dar visibilidade à situação que eles estão enfrentando e para que, de uma vez por todas, o Ministério da Saúde e a INGESA (...) tomem medidas a respeito”, destacou, ressaltando que o Instituto Nacional de Gestão Sanitária não respondeu a nenhum dos quatro pedidos de reunião e criticando que a gestão ministerial está sendo “penosa”.
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