Publicado 15/09/2026 09:48

A CESM apoia o anúncio feito por médicos e enfermeiros de uma jornada de greve em Ceuta marcada para 24 de setembro

Archivo - Arquivo - Médica em um consultório.
DEMAERRE/ISTOCK - Arquivo

MADRID 15 set. (EUROPA PRESS) -

A Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM) manifestou seu apoio à coalizão CEMSATSE — e, em particular, ao Sindicato Médico de Ceuta — em sua convocação para uma jornada de greve de médicos e enfermeiros na cidade autônoma no dia 24 de setembro.

Este anúncio de paralisações ocorre “após semanas reivindicando esforços, folgas, medidas organizacionais e soluções estruturais diante da grave pressão assistencial que vêm enfrentando desde o mês de julho”, indicou a confederação, ao mesmo tempo em que explicou que “não se deve confundir as causas com as consequências”, pois “não se pode atribuir à greve a responsabilidade pela crise de saúde que Ceuta está enfrentando”.

Na opinião do CESM, as paralisações representam “a resposta extrema de profissionais que, há muito tempo, vêm evitando, com seu esforço pessoal, que as consequências sejam ainda maiores”. De fato, lembrou que “a gravidade da situação vai além da denúncia sindical, já que até mesmo a Ordem dos Médicos (OMC), após sua visita a Ceuta para ouvir os médicos no local, denunciou o esgotamento, as licenças médicas e as cargas de atendimento que chegam a dobrar ou ultrapassam em mais do dobro as habituais nos Serviços de Emergência”.

APELO À SAÚDE E À INGESA

“O sacrifício dos profissionais não pode se tornar o plano de contingência permanente do Poder Público, já que uma assistência à saúde segura não pode depender indefinidamente de prolongamento da jornada de trabalho, sobrecarga e renúncia ao descanso daqueles que a sustentam”, enfatizou, acrescentando que, por isso, é necessário que o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Gestão Sanitária (INGESA) deem “uma resposta imediata e proporcional à gravidade da situação, com os recursos humanos necessários e medidas estáveis de captação e fidelização de profissionais”.

Além disso, ele lembrou que os profissionais “não convocam uma greve porque querem deixar de atender, mas porque querem poder continuar prestando assistência médica de qualidade”. “Uma situação extraordinária como a atual deve contar com uma resposta igualmente extraordinária em termos de recursos”, ressaltou.

Por tudo isso, a CESM insistiu para que o Poder Público assuma sua responsabilidade “e apresente soluções antes que o esgotamento da categoria acabe deteriorando ainda mais a assistência à saúde”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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