Marta Fernández - Europa Press
MADRID 13 jun. (EUROPA PRESS) -
A Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM) assegurou que cerca de 90% do pessoal médico e de saúde apoiou a greve desta sexta-feira para mostrar sua rejeição ao projeto de Estatuto Marco.
A CESM expressou sua satisfação e gratidão aos milhares de médicos que participaram do primeiro dia de greve na sexta-feira para mostrar seu desacordo com o projeto de Estatuto Marco elaborado pelo Ministério da Saúde.
De acordo com o sindicato, em algumas comunidades autônomas a atividade cirúrgica foi completamente paralisada (exceto para procedimentos urgentes): "Houve uma participação maciça nos hospitais, mas também na atenção primária, e naquelas comunidades onde não há sindicato profissional confederado ou onde a greve não foi apoiada, foram os próprios profissionais que se organizaram e saíram para mostrar seu descontentamento, fazendo uso de seu direito de greve", aponta o CESM.
O sindicato relata que os porta-vozes leram um manifesto em todas as manifestações regionais, no qual foi lembrado que o Comitê de Greve esteve aberto ao diálogo com o Ministério da Saúde desde o início. "Mas a pasta dirigida por Mónica García não atendeu a nenhuma das principais demandas dos profissionais, que envolvem principalmente uma regulamentação adequada de suas condições especiais de treinamento e desempenho no trabalho", diz o CESM.
Nesse sentido, o presidente do CESM, Miguel Lázaro, assinalou que o Ministério deve tomar nota do descontentamento dos profissionais e expressou sua esperança de que as próximas negociações permitam chegar a acordos que "revertam a situação de conflito criada com a profissão".
Além disso, o presidente do CESM destacou o "envolvimento total" do coletivo MIR, com mais de 90% de participação na greve, o que significa que "eles entenderam que o futuro da saúde pública depende de um estatuto que os dignifique e reconheça sua singularidade", de acordo com Lázaro.
Por fim, o presidente do CESM insiste na importância de reconhecer que a saúde pública é a espinha dorsal do estado de bem-estar: "Não estamos jogando apenas com os direitos dos profissionais, mas também com a qualidade da saúde pública para 49 milhões de pacientes".
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