Publicado 19/06/2026 11:24

A Cesida apela ao reforço da prevenção e do diagnóstico do HIV diante das deficiências evidentes na Pesquisa de Saúde Sexual

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MADRID 19 jun. (EUROPA PRESS) -

A Coordenadora Estadual de HIV e AIDS (Cesida) pediu o reforço das políticas de prevenção e diagnóstico do vírus da imunodeficiência humana (HIV) após conhecer os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde Sexual, que, segundo a entidade, revelam “importantes lacunas”.

A pesquisa, elaborada pelo Ministério da Saúde e pelo Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS), revela que 62,3% da população nunca fez um teste de HIV. Isso significa, na opinião da Cesida, que o teste ainda não foi amplamente incorporado aos cuidados de saúde sexual.

A entidade afirmou que a situação é “especialmente preocupante”, levando em conta que 51,1% dos novos diagnósticos registrados em 2024 foram tardios. Além disso, a organização destacou o papel crucial que os exames diagnósticos desempenham para alcançar a meta da ONUSIDA de acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030.

Nesse sentido, destacou a eficácia comprovada de incorporar o teste aos procedimentos de saúde de rotina e insistiu que todas as pessoas devem conhecer seu estado sorológico e repetir o teste sempre que houver possibilidade de exposição ao HIV ou outras circunstâncias que o aconselhem.

Essa oferta deve ser reforçada especialmente entre as pessoas e populações com maior probabilidade de exposição, sem associar o HIV a identidades específicas nem gerar estigma. Com o objetivo de facilitar o autodiagnóstico, a Cesida, em colaboração com o Ministério da Saúde, impulsionou o “EnVIHos”, um projeto que aproxima o teste das pessoas com maiores dificuldades de acesso.

EDUCAÇÃO SEXUAL: UMA QUESTÃO AINDA NÃO RESOLVIDA

“Esses dados demonstram que ainda temos uma lição pendente em educação sexual. Muitas pessoas não dispõem de informações suficientes para proteger sua saúde sexual, desconhecem as ferramentas de prevenção disponíveis ou não sabem quando e onde fazer o teste. Precisamos reforçar a educação sexual integral e facilitar o acesso aos recursos de prevenção e diagnóstico”, afirmou o secretário-geral da Cesida e especialista em Saúde Pública, Oliver Marcos.

A Pesquisa Nacional de Saúde Sexual revela o desconhecimento generalizado da população em relação à prevenção. 75,2% não conheciam a profilaxia pré-exposição (PrEP), uma estratégia preventiva baseada no uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm o HIV para prevenir a infecção antes de uma possível exposição.

Por sua vez, 80,4% das pessoas entrevistadas não conheciam a profilaxia pós-exposição (PEP), um tratamento de emergência que pode evitar a infecção após uma possível exposição ao HIV e que é prescrito nos serviços de emergência dos hospitais. Depois que foi explicado aos entrevistados o que se tratava, 88% afirmaram que a utilizariam caso precisassem.

Cesida afirmou que o preservativo continua sendo uma ferramenta essencial na prevenção combinada, juntamente com o teste, a PrEP, a PEP, o tratamento do HIV e a informação adaptada às necessidades de cada pessoa. Nesse sentido, a organização elogiou o recente anúncio do Ministério da Saúde sobre o lançamento de um programa de distribuição gratuita de preservativos para jovens de 16 a 22 anos.

A presidente da Cesida, Carmen Martín, alertou que a divulgação da pesquisa coincide com o alerta da ONUSIDA sobre o risco de retrocesso na resposta global ao HIV, devido ao impacto dos cortes no financiamento. “É especialmente preocupante que esses serviços sejam enfraquecidos quando ainda não estamos no caminho certo para alcançar as metas de 2030. Reduzir os recursos destinados à resposta comunitária significa deixar mais pessoas de fora da prevenção, do diagnóstico e do atendimento”, alertou.

Assim, a entidade reforçou seu apelo para que se intensifiquem as ações, conforme indicado pelo próprio Ministério da Saúde no Roteiro de Combate às DSTs 2026-2030, que destaca a necessidade de facilitar o acesso aos exames, levá-los para espaços comunitários, permitir a participação de profissionais não médicos e desenvolver fórmulas inovadoras, como o autodiagnóstico e a coleta de amostras em casa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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