Ele será homenageado pela FIL
GUADALAJARA (MÉXICO), 30 (EUROPA PRESS)
O escritor mexicano Gonzalo Celorio, ganhador do Prêmio Cervantes 2025, disse neste domingo na Feira Internacional do Livro (FIL) de Guadalajara (México): "Acredito firmemente que a literatura é um mecanismo de exorcismo".
Em uma coletiva de imprensa na FIL, ele enfatizou que "se escreve para esquecer" e disse que a literatura nasce de um conflito que só pode ser resolvido navegando pelas páginas e que o autor transmite ao leitor.
Para ele, a literatura "não resolve" o conflito que se origina na escrita e defendeu a literatura como um instrumento para conhecer os conflitos dos outros e se sentir parte do gênero humano.
Ele considera a escrita como um processo de investigação no qual se "sabe quando se parte, mas não se tem ideia de onde se vai parar".
Perguntado sobre o impacto da inteligência artificial (IA) na literatura, ele respondeu que não acredita que "ela possa substituir a criação literária, embora possa ter expressões muito felizes".
PRÊMIOS
Celorio receberá uma homenagem na terça-feira na FIL em Guadalajara, a Homenaje al Bibliófilo José Luis Martínez, uma "coincidência fortuita" com o recente Prêmio Cervantes, o mais prestigiado prêmio da literatura em língua espanhola.
Em relação ao Cervantes, ele se sente afortunado e com "energia renovada" depois de ganhar o prêmio e da publicação de seu livro 'Ese montón de espejos rotos' (Tusquets).
Quanto à Homenagem da FIL ao Bibliófilo, ele explicou que "sempre teve uma grande paixão por livros" e que possui uma biblioteca considerável.
"A MELHOR MANEIRA DE APRENDER É ENSINAR".
Ex-professor universitário, Celorio aprendeu muito com seus alunos e com o ensino, porque "a melhor maneira de aprender é ensinar".
Ele acrescentou que a FIL cresceu de uma "maneira portentosa" e destacou a diferença em relação a outras feiras do mundo ao combinar a parte profissional com a parte festiva, para o público.
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