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MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos 150 mil pessoas ainda não têm água encanada no sul do Líbano, nove meses após a entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, partido da milícia xiita, de acordo com um relatório divulgado pela ONG Action Against Hunger.
O estudo, também produzido pela Insecurity Insight, tem como objetivo destacar os "efeitos devastadores" do conflito sobre as redes de água, saneamento e higiene. O Banco Mundial estima as perdas decorrentes do conflito nos setores de água, esgoto e irrigação em US$ 171 milhões (146 milhões de euros).
Mais de 30 vilarejos continuam sem abastecimento até hoje, deixando as pessoas da região dependentes de caminhões-pipa, que muitas vezes não podem pagar. Os especialistas estimam que 90% dos serviços de água em um raio de cinco quilômetros da fronteira sul do Líbano foram interrompidos.
A diretora da Action Against Hunger no Líbano, Suzanne Takkenberg, alertou sobre "um risco muito real de doenças", pois a combinação de altas temperaturas e falta de acesso à água pode levar as comunidades mais vulneráveis a recorrer a fontes insalubres ou contaminadas para suas necessidades diárias.
Essa falta também ameaça os meios de subsistência básicos. A diretora da Insecurity Insight, Christina Wille, explicou que mais de 82% dos agricultores entrevistados no sul do Líbano reconheceram que não tinham mais água suficiente para irrigar suas plantações ou dar de beber aos seus animais.
As organizações lembraram a todas as partes que a lei humanitária internacional estabelece obrigações claras de respeito aos bens civis de subsistência, uma categoria que também inclui instalações de água.
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