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MADRI 14 jul. (Portaltic/EP) -
O CEO da Intel, Lip-Bu Tan, reconheceu que é "tarde demais" para a empresa de tecnologia em termos de treinamento de IA, diante da posição "sólida" da Nvidia no mercado, especialmente em relação à sua oferta de chips GPU usados para treinar sistemas de inteligência artificial (IA).
A multinacional estadunidense fechou o primeiro trimestre de 2025 com um prejuízo de US$ 821 milhões (cerca de € 702 milhões), razão pela qual Tan anunciou em abril deste ano cortes, incluindo ajustes no quadro de funcionários, para promover maior "simplicidade, agilidade e colaboração" na empresa.
Seguindo essa linha, na segunda-feira passada, a Intel anunciou a demissão de 529 trabalhadores no Oregon (Estados Unidos) até meados de julho, que se somam aos que já estão sendo realizados em fábricas na Califórnia, Arizona e Israel, segundo o The Oregonian.
Nesse contexto, o CEO da Intel se pronunciou sobre a situação da empresa de tecnologia norte-americana e declarou que, embora "há vinte ou trinta anos" a Intel fosse "realmente uma líder", hoje "o mundo mudou" e a empresa não está mais entre as dez maiores empresas de semicondutores, como ele disse em uma conversa com funcionários relatada pela mídia mencionada acima.
Isso foi influenciado pelo aumento da IA e da concorrência no setor, onde a demanda por unidades de processamento gráfico (GPUs) avançadas para treinar modelos de IA e realizar treinamento de IA se tornou mais importante, o que Tan disse ser "tarde demais" para a Intel.
Tan disse em uma entrevista com o mesmo meio de comunicação, onde ele comparou a situação da Intel com a de concorrentes como a Nvidia, que tem uma posição "muito forte" no mercado de treinamento.
Apesar de tudo isso, o CEO da Intel disse que, em vez de se concentrar no treinamento, a empresa se concentrará na inteligência artificial de "ponta", que se baseia na adição de recursos de IA diretamente em computadores e outros dispositivos, em vez de operar em computadores centralizados.
Tan também acrescentou que a Intel também pretende explorar a IA agêntica, pois é uma área que está "emergindo" e "se tornando muito importante", de modo que a empresa deve se certificar de "aproveitá-la".
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