Mães e pais da UAEM pedem justiça pela estudante das Canárias e “pelos estudantes que hoje têm medo de ir à escola”
MADRID, 16 set. (EUROPA PRESS) -
Centenas de estudantes da Universidade Autônoma do Estado de Morelos (UAEM), no México, saíram às ruas nesta terça-feira em Cuernavaca, capital do estado, para exigir justiça pelo assassinato da estudante das Ilhas Canárias, Claudia Tacoronte, e pedir medidas ao governo regional para coibir a violência de gênero e contra estudantes em Morelos.
Entoando slogans como “o governo não cuida de mim, são minhas amigas que cuidam de mim”, e “estudantes são assassinados bem na frente das pessoas”, centenas de estudantes, homens e mulheres, marcharam pela cidade ao lado de alunos do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), que se juntaram à manifestação com reivindicações semelhantes, conforme noticiado pelo jornal ‘El Sol de Cuernavaca’.
Os manifestantes entraram na Praça de Armas, onde fica a sede do governo regional, apesar das barreiras colocadas para impedir o acesso. Lá, montaram um altar com o rosto de Claudia Tacoronte, velas e flores.
PAIS E MÃES DE ALUNOS EXIGEM JUSTIÇA
Paralelamente, a organização de mães e pais de estudantes da UAEM exigiu nesta mesma terça-feira, por meio de uma carta, que seja realizada uma investigação sobre o assassinato da estudante espanhola, ocorrido em Cuautla, no próprio estado de Morelos.
A carta, dirigida à governadora de Morelos, Margarita González, e ao procurador-geral do estado, Fernando Blumenkron, clama por “justiça para a família de Claudia e para todos os casos que ainda permanecem impunes”.
“Exigimos justiça pelos estudantes que hoje têm medo de ir à escola. Exigimos justiça por nós: as mães e os pais que, com impotência e frustração, testemunhamos como a vida da juventude de Morelos é ceifada e arrebatada de forma infame e covarde”, diz o documento.
Nele, a organização transmite a “tristeza, raiva e impotência” com as quais afirmam ter “lamentado e sofrido nos últimos sete meses pelos feminicídios de quatro estudantes”. “Não queremos mais discursos vazios nem promessas não cumpridas”, ressalta a carta.
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