Publicado 16/09/2026 00:45

Centenas de estudantes da Universidade de Morelos marcham pedindo justiça para Claudia Tacoronte

Estudantes da Universidade Autônoma do Estado de Morelos (UAEM) iniciam uma marcha pelas ruas de Cuernavaca para exigir justiça pelo feminicídio da estudante espanhola Claudia Tacoronte Aguilera, em 15 de setembro de 2026, em Cuernavaca, Morelos (M
Heraldo media group

Mães e pais da UAEM pedem justiça pela estudante das Canárias e “pelos estudantes que hoje têm medo de ir à escola”

MADRID, 16 set. (EUROPA PRESS) -

Centenas de estudantes da Universidade Autônoma do Estado de Morelos (UAEM), no México, saíram às ruas nesta terça-feira em Cuernavaca, capital do estado, para exigir justiça pelo assassinato da estudante das Ilhas Canárias, Claudia Tacoronte, e pedir medidas ao governo regional para coibir a violência de gênero e contra estudantes em Morelos.

Entoando slogans como “o governo não cuida de mim, são minhas amigas que cuidam de mim”, e “estudantes são assassinados bem na frente das pessoas”, centenas de estudantes, homens e mulheres, marcharam pela cidade ao lado de alunos do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), que se juntaram à manifestação com reivindicações semelhantes, conforme noticiado pelo jornal ‘El Sol de Cuernavaca’.

Os manifestantes entraram na Praça de Armas, onde fica a sede do governo regional, apesar das barreiras colocadas para impedir o acesso. Lá, montaram um altar com o rosto de Claudia Tacoronte, velas e flores.

PAIS E MÃES DE ALUNOS EXIGEM JUSTIÇA

Paralelamente, a organização de mães e pais de estudantes da UAEM exigiu nesta mesma terça-feira, por meio de uma carta, que seja realizada uma investigação sobre o assassinato da estudante espanhola, ocorrido em Cuautla, no próprio estado de Morelos.

A carta, dirigida à governadora de Morelos, Margarita González, e ao procurador-geral do estado, Fernando Blumenkron, clama por “justiça para a família de Claudia e para todos os casos que ainda permanecem impunes”.

“Exigimos justiça pelos estudantes que hoje têm medo de ir à escola. Exigimos justiça por nós: as mães e os pais que, com impotência e frustração, testemunhamos como a vida da juventude de Morelos é ceifada e arrebatada de forma infame e covarde”, diz o documento.

Nele, a organização transmite a “tristeza, raiva e impotência” com as quais afirmam ter “lamentado e sofrido nos últimos sete meses pelos feminicídios de quatro estudantes”. “Não queremos mais discursos vazios nem promessas não cumpridas”, ressalta a carta.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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