MADRID 20 jan. (Portaltic/EP) - Os celulares continuam funcionando mesmo quando os usuários não os utilizam, com atividades em segundo plano que lhes permitem trocar pequenos pacotes de informações com servidores remotos para se manterem atualizados e prontos para uso, mas que também podem comprometer a integridade dos dispositivos e dos usuários.
O código IMEI, o número de série do hardware e os detalhes do cartão SIM, o estado de saúde do sistema, os registros de falhas ou análises de diagnóstico e até mesmo a conexão à rede WiFi ou aos dados móveis são alguns dos dados que os smartphones enviam regularmente aos servidores de seus fabricantes.
Como explica o diretor de Tecnologia da NordVPN, Marijus Briedis, esses dados “são necessários para informar sobre a saúde do dispositivo, atualizar o sistema operacional, operar as redes e a conectividade ou sincronizar conteúdo para mensagens e e-mail”.
Mas os especialistas da NordVPN alertam em um comunicado à imprensa que nem todos os dados compartilhados durante os períodos de inatividade são indispensáveis e podem até representar um risco à privacidade e à segurança.
“Algumas dessas trocas de dados incluem rastreamento persistente de localização ou sinais relacionados à publicidade que podem expor dados pessoais confidenciais sem o conhecimento dos usuários”, observa Briedis.
Trata-se de dados que não estão relacionados às funções básicas dos dispositivos móveis, como identificadores de dispositivos ou publicitários, mas que as empresas e terceiros usam para vincular a atividade entre aplicativos e serviços, criar perfis de comportamento de longo prazo e rastrear os usuários mesmo quando os aplicativos não estão sendo usados.
Quando o GPS está desligado, os smartphones podem continuar transmitindo dados aproximados de localização, identificadores de WiFi e Bluetooth e informações de redes próximas; dados que ampliam a pegada digital do dispositivo, permitindo reconstruir padrões de localização e movimentos.
Além disso, muitos dispositivos enviam continuamente dados de análise e telemetria enquanto não estão sendo usados, incluindo padrões de uso de aplicativos, tempos de interação, eventos do sistema e sinais de comportamento.
Segundo o executivo da NordVPN, “quando combinados, esses pacotes de dados podem revelar padrões sensíveis de comportamento e expor o usuário a ser rastreado, perfilado ou interceptado, geralmente sem seu conhecimento”. COMO LIMITAR OS DADOS QUE O CELULAR COMPARTILHA AUTOMATICAMENTE
A revisão das permissões concedidas aos aplicativos é um passo importante para reduzir o risco de exposição de dados pessoais durante essas trocas automáticas. É importante prestar atenção principalmente às permissões de localização, dados em segundo plano, rastreamento, acesso ao microfone e fotos.
Sempre que possível, é aconselhável desativar a atualização de aplicativos em segundo plano e restringir os backups na nuvem, desativando a sincronização automática para dados desnecessários. O rastreamento publicitário pode ser limitado desativando os anúncios personalizados nas configurações do seu dispositivo, onde também é possível desativar a varredura de redes WiFi e a conexão Bluetooth.
Os especialistas da NordVPN recomendam, além disso, utilizar uma rede privada virtual (VPN) com uma camada de segurança integrada, como a Proteção contra Ameaças Pro da NordVPN, para bloquear domínios que desejam rastrear o usuário, conexões perigosas e evitar a criação de perfis.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático