MADRID 28 maio (Portaltic/EP) -
A Celonis, no âmbito do Celonis Process Intelligence Day Madrid, realizado nesta quarta-feira, apresentou o Celonis Context Model, uma camada de contexto que aprimora sua solução de inteligência artificial (IA) empresarial para transformar os fluxos de trabalho, agregando grande valor às empresas na Espanha.
“A implantação da inteligência artificial em nível empresarial está custando mais do que se imaginava e apenas 10% das empresas estão realizando integrações significativas em suas organizações”, expôs o vice-presidente e Country Manager da Celonis para a Península Ibérica e América Latina, Fernando Ranz, no início da palestra.
A Celonis propõe uma solução centrada em uma “IA especialista” em vez de uma “IA generalista”, que é aquela a qual as empresas que não adotam mudanças cruciais em sua organização estão acostumadas. É o que destaca Fernando ao afirmar que “a IA traz muitas coisas, mas é generalista; pode ajudar a entender aspectos gerais da vida, dos negócios, mas nosso negócio requer um especialista”, que agregue valor.
A solução de IA empresarial da Celonis já gerou 10 bilhões de dólares nas diversas organizações com as quais tem trabalhado. Algumas delas estiveram presentes nesta quarta-feira no Celonis Process Intelligence Day Madrid, como Repsol, Vidrala, Eulen, Comunidade de Madri, Lanbide, Governo Basco, o CTTI da Generalitat da Catalunha, Principado das Astúrias e Mercado Livre.
No entanto, a Celonis também destacou um problema que afeta as empresas, inclusive as espanholas: os grandes modelos de linguagem e as ferramentas de IA não conseguem compreender os processos. Isso se deve à falta da clareza operacional necessária para executar decisões empresariais complexas de forma correta, confiável e em escala.
É aqui que entra em cena o novo Celonis Context Model, ao eliminar os pontos cegos operacionais da IA empresarial com o contexto operacional. “É a camada que falta à organização com base nas informações já disponíveis na empresa e, dessa forma, especializa-se a resposta que a IA pode dar”, explica Fernando.
“Ao dotar a IA empresarial do contexto crítico dos processos que a Celonis fornece, as empresas espanholas estão deixando para trás os projetos-piloto isolados para gerar um valor de negócios significativo e acumulativo, e maximizar o retorno de seus investimentos em IA”, afirma Fernando.
A Celonis deixou clara a proposta inovadora do modelo de contexto, que se destaca por ser agnóstico em relação a qualquer sistema existente, altamente dinâmico diante de mudanças internas ou externas, além de se definir como um ecossistema aberto que agiliza a operação e garante a soberania absoluta da empresa sobre seus próprios dados, tudo sob um quadro de confiança e controle total que assegura a confiabilidade do modelo na integração final na organização.
Fernando declarou que o “núcleo” de sua solução empresarial baseada em inteligência artificial foi enriquecido pelo Celonis Context Model, ao analisar onde a IA deve ser implantada, redesenhar os processos de negócios e potencializar a capacidade operacional para garantir que todo o fluxo de trabalho seja automatizado usando a tecnologia da Celonis.
O executivo também destacou a importância da aquisição da Ikigai Labs, empresa de pesquisa do MIT especializada em inteligência preditiva, que se integrou à Celonis para a previsão, simulação e análise de cenários “what-if”, “por ser capaz de nos ajudar a acelerar nosso modelo de contexto ao prever esses cenários e o que pode acontecer se for escolhido um caminho ou outro, e o impacto que a decisão final pode ter".
Após uma demonstração in loco de como funciona o novo modelo de contexto da Celonis, com a capacidade de identificar o que está acontecendo em um fluxo de trabalho, priorizar a oportunidade, buscar a causa raiz e fazer uma estimativa do que deve ser feito, a diretora de Engenharia de Valor, Lola Ortega, apresentou os detalhes sobre as novidades do Context Model.
Essas novidades incluem o Celonis Networks, que permite conectar-se rapidamente a qualquer parceiro ou fornecedor; o Celonis Agent Toolkit, como a ponte para conectar a Celonis a qualquer plataforma de IA generativa; a expansão da tecnologia Zero Copy; a introdução do Celonis Networks; e a evolução do Task Mining para o AI-enhanced Task Discovery, uma funcionalidade que captura as ações, cliques e tudo o que acontece na tela do usuário.
Ortega também mencionou as duas principais novidades do Celonis Build Experience, como a camada mais recente dentro da plataforma e com a qual 80% das empresas trabalham diariamente. A primeira é que a conexão entre Process Mining e Object Mining foi aprimorada para ajudar as organizações a descobrir novos padrões nos processos e identificar riscos, e uma nova versão do Transformation Hub em Vistas, que já está disponível com uma variante mais potente, ágil e que, sem necessidade de personalização, já pode ser instalada.
A Celonis comentou sobre a integração do Drag and Drop, que pôde ser observada em uma demonstração para dinamizar o uso da interface de controle dos agentes com IA, e a função Orchestration Engine Enhancements para o controle completo de processos de múltiplas etapas, coordenação de ações, processos da empresa e o ecossistema tecnológico da organização.
Como exemplo de todas essas capacidades, o responsável pelo Centro de Excelência em Mineração de Processos da Repsol, Félix Granados, explicou que “a complexidade não reside na execução, mas na visibilidade do processo”.
“Antes, gerenciávamos as incidências de forma reativa, com bloqueios que afetavam massivamente a operação e um grande trabalho manual para entender a rastreabilidade. Graças à Celonis, agora contamos com uma visão global do custo operacional e dados objetivos que nos permitem tomar decisões estratégicas, identificar gargalos e gerar impacto econômico real. A Celonis se tornou um motor analítico que vai além do reporting: ela gera valor tangível para o nosso negócio”, acrescentou.
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