Publicado 24/06/2025 12:44

A CECU solicita que a redução de alimentos ultraprocessados e açucarados em hospitais e casas de repouso seja incluída no RD

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RAWPIXEL/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -

A Federação de Consumidores e Usuários (CECU) solicitou a redução da quantidade de alimentos ultraprocessados, açucarados e com carne vermelha nos hospitais e lares de idosos, medida que, segundo ela, deve ser incluída no projeto de Decreto Real para regulamentar as refeições servidas nesses estabelecimentos.

A legislação, promovida pelos Ministérios da Saúde e dos Direitos Sociais, do Consumo e da Agenda 2030, também deve promover um aumento no número e na qualidade de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos ou sustentáveis, e produzidos em áreas próximas.

"Pelo menos 80% das frutas e verduras oferecidas nos centros dependentes da administração, ou onde são atendidas pessoas vulneráveis, devem ser sazonais e locais, assim como pelo menos 50% das leguminosas; chegando a pelo menos 15% de produtos orgânicos", diz o documento de alegações apresentado pela CECU.

A organização também enfatizou a importância de que essas frutas e verduras sejam frescas, e não congeladas ou enlatadas, e pediu a adição de pelo menos 60% de peixes sazonais.

Também considerou que os cardápios para residentes e pacientes internados devem ser adaptados às necessidades nutricionais e dietéticas de cada pessoa; todas essas medidas também devem ser incorporadas aos refeitórios públicos e dos funcionários, bem como às máquinas de venda automática.

"A comida que é frequentemente servida em hospitais e casas de repouso nem sempre é a melhor. Qualquer pessoa que já esteve no hospital ou cuidou de uma pessoa hospitalizada pode lhe dizer que, na maioria das vezes, a comida não se destaca por sua qualidade: nem na aparência, nem no sabor e, muitas vezes, nem mesmo na qualidade da comida", diz o texto.

É por isso que a CECU também tem defendido a preservação, recuperação e promoção das cozinhas dos próprios hospitais, como uma opção prioritária aos serviços de bufê ou refeições prontas.

A organização recomendou que se concentrasse não apenas nos ingredientes, mas também priorizasse formas mais saudáveis de cozinhar, como assar, cozinhar no vapor ou ferver, em vez de outras, como fritar, bater, mexer ou refogar.

"Acreditamos que essa futura regulamentação deve ser uma oportunidade para as administrações públicas defenderem a saúde das pessoas mais vulneráveis. A ambição das propostas deve ser máxima e tanto os ministérios envolvidos quanto os demais partidos políticos devem priorizar que a futura regulamentação garanta uma alimentação adequada nesses espaços", disse o especialista em alimentos da CECU, Eduardo Montero.

Ele continuou dizendo que todas essas medidas não só ajudarão a cuidar da saúde das pessoas, mas também ajudarão a reduzir as desigualdades alimentares e a proteger o meio ambiente por meio da sustentabilidade.

"As escolas públicas devem ser os primeiros lugares onde esses fatores são garantidos. Em primeiro lugar, para que tenhamos uma dieta adequada neste momento; em segundo lugar, porque nos ajuda a aprender e a aumentar a conscientização sobre o que é bom e o que não é bom incluir em nossa dieta; e, em terceiro lugar, porque, por meio da contratação, as administrações públicas podem apoiar nossos produtores de alimentos", acrescentou a CECU.

O futuro regulamento faz parte das disposições da Lei 17/2011, de 5 de julho, sobre segurança alimentar e nutricional, e estabelecerá critérios mínimos de qualidade nutricional e sustentabilidade a serem cumpridos na aquisição e prestação de serviços de alimentação em hospitais e casas de repouso, garantindo a nutrição adequada dos usuários de centros e serviços para pessoas dependentes e pessoas com necessidades especiais.

Ele também responde ao apelo feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aos governos em 2021 para que suas políticas públicas promovam a alimentação saudável em estabelecimentos públicos. A meta da OMS é reduzir a prevalência de doenças evitáveis relacionadas à alimentação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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