Publicado 23/06/2026 07:32

A CECU pede que se limite a publicidade de bebidas energéticas dirigida a menores no ambiente digital

Em suas contribuições para a consulta pública sobre o anteprojeto de lei relativo ao acesso de menores a bebidas com alto teor de cafeína

Archivo - Arquivo - Um jovem observa a seção de bebidas energéticas no supermercado.
SOLSTOCK - Arquivo

MADRID, 23 jun. (EUROPA PRESS) -

A Federação de Consumidores e Usuários CECU exigiu que a futura lei que proibirá o acesso de menores de 16 anos a bebidas energéticas reforce as restrições à publicidade e que essas restrições se estendam ao ambiente digital, a fim de restringir sua promoção nas redes sociais, plataformas de vídeo, videogames, serviços de streaming e parcerias com influenciadores ou criadores de conteúdo.

Isso foi incluído em suas contribuições para a consulta pública sobre o anteprojeto de lei relativo ao acesso de menores a bebidas com alto teor de cafeína, uma regulamentação com a qual o Ministério dos Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030 busca proibir a venda a menores de 16 anos, ampliar essa restrição até os 18 anos no caso de bebidas que contenham mais de 32 miligramas de cafeína por cada 100 mililitros e regulamentar sua publicidade.

A CECU avaliou positivamente a iniciativa e solicitou que a proibição de venda e fornecimento abranja canais “online” e plataformas de entrega em domicílio, por meio de mecanismos eficazes de verificação de idade. Por sua vez, a CECU insistiu que a medida não deve se limitar apenas ao acesso aos produtos, mas incorporar medidas que reduzam a pressão comercial e limitem os fatores que aumentam sua atratividade e normalizam seu consumo entre menores.

“As decisões de consumo não ocorrem em um ambiente neutro. A publicidade, a promoção e outras práticas comerciais condicionam as preferências e os hábitos de consumo, especialmente quando se trata de menores de idade, considerados consumidores vulneráveis”, explicou Sarahi Boleko, especialista em Alimentação da CECU.

Nesse sentido, a organização destacou que as bebidas energéticas têm uma “forte presença” em campanhas publicitárias, redes sociais, eventos esportivos, plataformas digitais e parcerias com criadores de conteúdo — ambientes especialmente influentes na formação dos hábitos de consumo durante a adolescência.

Conforme alertou, de acordo com dados da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA, na sigla em inglês), 68% dos adolescentes europeus consomem bebidas energéticas, que estão associadas a distúrbios do sono, nervosismo, ansiedade, dificuldades de concentração e outros efeitos psicológicos e cardiovasculares.

MEDIDAS PROPOSTAS

A CECU solicitou que sejam avaliadas medidas regulatórias, como a proibição de promoções comerciais que incentivem o consumo de bebidas energéticas entre menores de 16 anos, bem como a limitação da disponibilidade e visibilidade dessas bebidas em locais frequentados por essa população, incluindo estabelecimentos de ensino, instalações esportivas, centros de lazer infantil e máquinas de venda automática localizadas nesses ambientes.

Além disso, solicitou que sejam reforçadas as obrigações de informação ao consumidor por meio da incorporação de uma rotulagem frontal clara, visível e facilmente compreensível, que facilite uma tomada de decisão informada e alerte sobre os riscos associados ao consumo desses produtos por menores de idade, incluindo informações sobre seu teor de cafeína e a recomendação expressa de não consumo por crianças e adolescentes.

Além disso, exigiu que seja proibido o patrocínio de bebidas energéticas em atividades, competições, eventos ou instalações esportivas voltadas principalmente para crianças e adolescentes, a fim de evitar a associação desses produtos à prática esportiva e aos hábitos saudáveis.

Em suas contribuições, a organização também incluiu uma série de propostas não regulatórias, que contemplam o desenvolvimento de campanhas de informação e sensibilização voltadas para famílias, instituições de ensino e adolescentes; programas de educação alimentar e alfabetização publicitária e digital para menores; e a capacitação de profissionais das áreas de educação, saúde e esporte.

Além disso, instou à promoção de alternativas de hidratação mais adequadas; ao incentivo de ações de conscientização voltadas para clubes e federações esportivas, treinadores, famílias e jovens atletas; e ao estabelecimento de mecanismos de acompanhamento e avaliação periódica que meçam a eficácia das medidas implementadas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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