MADRID 13 jul. (EUROPA PRESS) -
O CEO da Confederação Espanhola de Alzheimer e Outras Demências (CEAFA), Jesús Rodrigo, solicitou que a Comissão Interministerial de Preços de Medicamentos (CIPM) aprove o financiamento dos novos medicamentos contra o Alzheimer já aprovados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês).
A solicitação “trata-se de uma decisão pela qual tanto os pacientes quanto suas famílias esperam há muito tempo e que não pode continuar sendo adiada”, destacou ele, enfatizando que essa medida deve ser tomada “de forma expressa e urgente”. Por isso, ele solicitou que a decisão seja concretizada na reunião prevista por esse órgão para o dia 15 de julho.
Segundo Rodrigo, esses tratamentos “são indicados nos estágios mais iniciais da doença — comprometimento cognitivo leve ou demência leve —, justamente aqueles em que ainda é possível intervir em sua evolução”. “À medida que a doença avança, os pacientes deixam de ser elegíveis para recebê-los porque não atendem aos critérios estabelecidos”, por isso “cada dia conta”, garantiu.
“Estamos diante dos primeiros medicamentos capazes de retardar a evolução da doença e não apenas de aliviar seus sintomas”, insistiu ele, lembrando que eles foram autorizados para comercialização na União Europeia (UE) em 2025. “Os ensaios clínicos demonstraram uma desaceleração da deterioração cognitiva e funcional nos pacientes tratados nas fases iniciais”, especificou.
AUTORIZADOS EM MAIS DE 50 PAÍSES
Além disso, ele explicou que as terapias a serem financiadas na Espanha já foram aprovadas “em mais de meio centenar de países”. “Em nosso país, a doença de Alzheimer afeta cerca de 800 mil pessoas e, a cada ano, são diagnosticados cerca de 40 mil novos casos”, afirmou a esse respeito, ao mesmo tempo em que destacou que “é a causa mais frequente de demência e uma das patologias com maior impacto social e econômico”.
Por tudo isso, “a CEAFA considera que não há justificativa alguma para que os pacientes espanhóis continuem à margem de um avanço terapêutico já disponível e validado em grande parte do mundo”, afirmou seu CEO, que inseriu essa reivindicação em seu ‘Pacto pela MEMÓRIA’, um apelo “para adotar medidas imediatas contra a doença de Alzheimer”, como “um censo oficial de pacientes, o diagnóstico precoce e o acesso equitativo aos melhores tratamentos farmacológicos, não farmacológicos e de cuidados”.
“Pedimos responsabilidade e uma oportunidade”, afirmou Rodrigo, ao mesmo tempo em que declarou que os responsáveis pela saúde com competência para autorizar o financiamento desses medicamentos “devem ser corajosos e fazê-lo”. “Não podemos permitir que aqueles que ainda estão a tempo de se beneficiar deles não possam fazê-lo”, concluiu.
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