Publicado 03/09/2025 08:24

O CEAFA pede um atendimento "justo" e "específico" para pessoas com Alzheimer e suas famílias

Archivo - Arquivo - Demência, Alzheimer
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / WILDPIXEL - Arquivo

MADRID 3 set. (EUROPA PRESS) -

A Confederação Espanhola de Alzheimer e outras Demências (CEAFA) exigiu um atendimento "justo" e "específico" de saúde, social e político para as pessoas com doença de Alzheimer e suas famílias, já que tradicionalmente elas têm sido incluídas na categoria de deficientes ou idosos.

Isso foi expresso nesta quarta-feira em uma declaração na qual ele explica que enquadrá-los em outros grupos por "muito tempo" significa que as necessidades reais das pessoas com Alzheimer não são conhecidas, levando a deficiências persistentes no tratamento oferecido pela sociedade e pelos sistemas.

"Não precisamos de cuidados generalistas que possam ser válidos para outros grupos, mas nos diferenciamos deles e, portanto, geramos um cenário de dependência específico que requer atenção específica", enfatizou o CEAFA.

No âmbito do Dia Mundial da Doença de Alzheimer, que é comemorado em 21 de setembro, a presidente da organização, Mariló Almagro, pediu às autoridades públicas e à sociedade como um todo que assumam um "compromisso firme" para que esse grupo tenha direitos "iguais", bem como a "dignidade" e o "reconhecimento" que merece. "A doença de Alzheimer não pode continuar sendo invisível", disse ele.

11% DA POPULAÇÃO ESPANHOLA AFETADA

Nesse sentido, a Confederação apresentou suas principais demandas, com o objetivo de garantir os direitos das pessoas que vivem com a doença de Alzheimer, que já afeta cerca de 11% da população espanhola. Eles enfatizaram que esse grupo tem o direito de se manifestar e expressar suas necessidades, bem como de denunciar as deficiências detectadas, e de ser ouvido e compreendido.

Nesse sentido, insistiram que essas pessoas têm o direito de tomar suas próprias decisões e de fazê-lo ao lidar com questões delicadas que envolvem membros da família e condicionam o futuro da doença e suas consequências. Nesse ponto, eles enfatizaram a importância do diagnóstico precoce, do cuidado e da compreensão por parte dos sistemas sociais e de saúde e da sociedade como um todo.

Por outro lado, o CEAFA exigiu avanços na pesquisa e que estes possam chegar ao maior número possível de pacientes. Sobre esse ponto, referiu-se à recente aprovação do lecanemab e do donanemab na Europa, para a qual pediu sua adoção e financiamento pela Espanha o mais rápido possível.

Ele também exigiu que todos os pacientes pudessem receber o mesmo atendimento em qualquer lugar do país, sem desigualdades entre as diferentes comunidades autônomas. "É claro que temos o direito de garantir que todo o processo de assistência médica que moldará nosso futuro no sistema de saúde seja o mais ágil e eficiente possível, implementando processos de comunicação entre os níveis que reduzirão as longas jornadas que tivemos de enfrentar até agora para acessar as consultas apropriadas", acrescentou.

A Confederação também solicitou a elaboração de regulamentos específicos para os portadores de Alzheimer, já que os atuais concentram sua atenção em outros grupos que só os abordam "tangencialmente", como a Lei de ELA, na qual eles são incluídos como "apenas mais uma condição", algo a que a CEAFA se opõe; a estratégia de atendimento, na qual eles denunciam sua exclusão; ou a estratégia de acessibilidade cognitiva, que eles consideram não atender às suas necessidades.

Por fim, o CEAFA solicitou um aumento no orçamento para políticas sociais, alinhando-o com o investido pelos países vizinhos da Espanha.

CAMPANHA "DIREITOS IGUAIS

Com o objetivo de compartilhar com a sociedade as principais preocupações e necessidades de todas as pessoas afetadas pela doença de Alzheimer na Espanha durante o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, o CEAFA promoveu a campanha "Direitos Iguais".

Essa iniciativa tem como objetivo transmitir as principais demandas da Confederação às administrações e aos tomadores de decisões políticas, bem como propostas para inspirar políticas que contribuam para manter e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas pela doença de Alzheimer.

Por meio de sua divulgação nas redes sociais, ela busca tornar visíveis os direitos que nunca devem ser ocultados para as pessoas com Alzheimer e suas famílias.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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