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MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -
A Confederação Espanhola de Alzheimer e outras Demências (CEAFA) apresentou os relatórios "A solidão do cuidador de um parente com Alzheimer" e "Enfrentando o preconceito de idade em idosos cuidadores de parentes afetados por Alzheimer ou outra forma de demência", dirigidos a cidadãos e políticos, com o objetivo de implementar soluções "reais e urgentes" que deem voz, espaço e dignidade aos cuidadores de parentes com doença de Alzheimer.
O CEAFA afirma que a doença de Alzheimer "é uma doença excludente, não apenas para aqueles que sofrem com ela, mas também para aqueles que cuidam deles". Eles também acrescentam que o diagnóstico "continua a gerar rejeição, marginalização e estigmatização", e que aqueles que assumem o cuidado (principalmente mulheres idosas) geralmente o fazem em solidão, presos no que foi chamado de "bolha do lar".
O estudo 'Loneliness of the carer of a relative with Alzheimer's disease' (Solidão do cuidador de um parente com doença de Alzheimer) revela que 75% dos entrevistados admitem ter experimentado sentimentos de solidão em maior ou menor grau e afirmam que se sentiram abandonados. Além disso, 84% relataram uma falta significativa de socialização ou de oportunidades para manter uma vida social normal devido à falta de tempo.
Por outro lado, a prestação de cuidados também acarreta situações prejudiciais à saúde dos cuidadores: 62% afirmam que a prestação de cuidados está prejudicando ou prejudicou sua saúde, não apenas física, mas também psicológica. Com relação a isso, 42% dizem que não recebem nenhum tipo de ajuda e outros 45% têm apenas uma pessoa de apoio.
Com esses dados, o CEAFA propõe a promoção do autocuidado e o fortalecimento do papel dos serviços sociais e de saúde. Assim, é importante incluir programas de descanso, apoio psicológico e emocional e campanhas de conscientização sobre o autocuidado; incentivar o voluntariado com treinamento específico e criar redes de apoio para compensar a falta de ajuda da família; desenvolver espaços amigáveis para pessoas com Alzheimer e detectar casos ocultos de abandono emocional; realizar campanhas a partir dos centros de saúde e flexibilizar a assistência médica; e melhorar a coordenação dos recursos sociais e de saúde para combater o isolamento.
PRECONCEITO CONTRA A IDADE EM PESSOAS IDOSAS QUE CUIDAM DE UM PARENTE COM DEMÊNCIA
O relatório "Tackling ageism in older people caring for relatives affected by Alzheimer's disease or another form of dementia" (Combatendo o preconceito de idade em idosos que cuidam de parentes afetados pela doença de Alzheimer ou outra forma de demência) tem como objetivo compreender as manifestações do preconceito de idade nesse grupo e promover ferramentas para combatê-lo e superá-lo.
Esse estudo revela que 83% dos entrevistados consideram que os serviços administrativos não estão adaptados às necessidades dos idosos, e 86% acreditam que a idade dificulta o acesso à ajuda. Com relação a isso, 77% acreditam que são considerados menos capazes por causa da idade e 40% dizem que sofreram discriminação médica.
Além disso, 34% disseram que se sentiram limitados em sua função de cuidador por causa da idade. Além disso, 99% dos entrevistados acreditam que os idosos deveriam receber mais ajuda.
Com esses dados, o relatório conclui com vinte e duas propostas para erradicar o preconceito de idade nesse grupo. Entre elas estão: criar canais de comunicação e processamento acessíveis; desenvolver programas de alfabetização e acompanhamento digital; humanizar a assistência administrativa e de saúde; melhorar a acessibilidade dos ambientes físicos e virtuais; e reforçar o reconhecimento social e o apoio psicológico aos cuidadores idosos.
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