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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
A Confederação Espanhola de Alzheimer e Outras Demências (CEAFA) e oito sociedades científicas e fundações apresentaram o “Decálogo do Alzheimer: Dez Compromissos pela MEMÓRIA”, por meio do qual reivindicaram financiamento para enfrentar a revolução terapêutica nessa doença, bem como diagnóstico precoce e percursos de assistência claros.
“Estamos diante de uma mudança de paradigma histórica”, já que a ciência “está avançando”, mas “o sistema está obsoleto”, explicou o CEO desta Confederação, Jesús Rodrigo, que defende a adaptação de “infraestruturas e orçamentos”. Caso contrário, “perderemos a oportunidade de mudar a vida de milhões de pessoas”, destacou.
A organização da qual é a principal representante recebeu apoio nesta reivindicação das sociedades espanholas de Psicogeriatria (SEPG), de Médicos Gerais e de Família (SEMG), de Neurologia (SEN), de Psiquiatria e Saúde Mental (SEPSM), de Geriatria e Gerontologia (SEGG) e de Médicos de Atenção Primária (SEMERGEN), bem como pelas fundações Centro de Investigação de Doenças Neurológicas (CIEN) e Reina Sofía.
Estas entidades endossaram técnica e cientificamente o “Pacto pela MEMÓRIA”, documento também divulgado pela CEAFA e que completou seu primeiro aniversário no último dia 15 de outubro. A partir daí, este Decálogo surgiu do trabalho com as referidas sociedades científicas e fundações e foi apresentado coincidindo com a Semana Mundial do Cérebro, que se encerra neste domingo, 22 de março.
Tudo isso ocorreu, segundo esta organização, em um contexto marcado pela iminente decisão sobre a aprovação de novos tratamentos farmacológicos e pela irrupção dos biomarcadores no diagnóstico precoce. De fato, esta aliança busca preparar as estruturas do Sistema Nacional de Saúde (SNS), já que aposta em não permitir um país de duas velocidades no Alzheimer, sendo a equidade territorial um princípio inalienável.
ATUALIZAÇÃO URGENTE DO PLANO INTEGRAL DE ALZHEIMER
Quanto ao decálogo, ele aponta a necessidade de uma atualização urgente do Plano Integral de Alzheimer, com dotação orçamentária real; a criação de um registro oficial de pacientes, para orientar as decisões clínicas; e a integração das terapias não farmacológicas na rede pública como parte do tratamento padrão. Além disso, defende o diagnóstico precoce, que deve ser a norma para garantir que os pacientes tenham acesso atempado às novas terapias.
Por tudo isso, e devido ao fato de que ocorrem 40.000 novos casos por ano e há uma previsão de 1,5 milhão de pessoas afetadas até 2050, este texto será enviado ao Ministério da Saúde, bem como à Câmara dos Deputados e ao Senado. O objetivo é obter um compromisso firme das Câmaras para que a doença de Alzheimer seja tratada como um dos principais desafios estruturais da Espanha, como uma política de Estado.
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