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MADRID 6 jul. (EUROPA PRESS) -
Os sindicatos CCOO, FEFANE, UGT e CIG, presentes nas negociações do XXVI acordo coletivo nacional para farmácias, acordaram um cronograma de ações para exercer medidas de pressão junto à entidade patronal, a Federação Empresarial de Farmacêuticos Espanhóis (FEFE), que inclui uma campanha informativa nos locais de trabalho a ser realizada nos próximos dias; a realização de uma manifestação em frente à sede da FEFE na próxima quinta-feira, 23 de julho, das 11h às 12h, e a previsão de outras manifestações na segunda quinzena de setembro.
Essa decisão ocorre após o impasse registrado no processo de mediação perante o SIMA na última terça-feira, 30 de junho. A negociação do acordo coletivo, iniciada em setembro de 2024, “enfrentou inúmeras dificuldades devido à atitude obstrucionista da entidade patronal FEFE, que desde o início manifestou posições muito restritivas”, alertam em um comunicado.
Destacam que as propostas da FEFE sobre os aumentos salariais “ficavam abaixo dos aumentos provisórios previstos no acordo durante o período de ultraatividade do mesmo e incluíam algumas propostas que pioravam o que estava previsto no próprio acordo coletivo, como, por exemplo, as compensações econômicas durante situações de incapacidade temporária”.
Diante dessa situação, os sindicatos afirmam ter mantido uma atitude “aberta ao diálogo”, apresentando diferentes alternativas em “busca de aproximações” em relação à plataforma de negociação inicialmente apresentada, “e promovendo a mediação perante o SIMA muito tempo após o prazo de um ano a partir da constituição da mesa de negociação, conforme estipulado pelo Estatuto dos Trabalhadores, com o objetivo de proporcionar as oportunidades necessárias à negociação”.
Os sindicatos, que apontam a “escassa sensibilidade” da FEFE diante das reivindicações “mais do que legítimas e justas” apresentadas pelas organizações sindicais, destacam o “bom trabalho” realizado pelos mediadores, o que contribuiu para que a FEFE aceitasse algumas melhorias trabalhistas, como a redução do cálculo anual da jornada de 12 horas a ser implementada em dois anos; no entanto, o processo terminou em desacordo.
Em resposta ao pedido de maior flexibilidade, os sindicatos aceitam a possibilidade de aumentar a duração da jornada diária para mais de 9 horas e chegam a propor a opção de consultar suas bases sobre a proposta patronal de flexibilizar o descanso semanal em troca de que o aumento salarial seja de 15,5% ao longo de 4 anos, com aumentos de 2%, 3%, 5,25% e 5,25% para os anos de 2025, 2026, 2027 e 2028, respectivamente.
“Infelizmente, a FEFE não valoriza esse esforço significativo, propondo um aumento salarial de 14% em 4 anos, sensivelmente inferior ao acordado na negociação do acordo coletivo anterior (3,5% de média anual contra 3,84%), em um contexto socioeconômico atual sensivelmente melhor, e intimamente ligado à sua proposta restritiva de flexibilidade quanto ao descanso semanal, pela qual o meio dia de descanso poderia ser adiado por até 4 semanas”, argumentam.
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