MADRI 14 nov. (Portaltic/EP) -
Alessandro Cattani, CEO do Grupo Esprinet, destacou o papel do mercado espanhol - que já representa quase 40% do total de negócios da empresa - e o considera "essencial" para a estratégia atual e futura, onde a tecnologia verde desempenhará um papel muito importante para a Esprinet após a recente aquisição da empresa holandesa Vamat.
"Entramos na Espanha em 2005 com uma primeira aquisição e, desde então, crescemos organicamente e com novas aquisições. Hoje, temos aproximadamente 800 pessoas e escritórios em Madri, Zaragoza, Barcelona e Bilbao", disse Cattani à Europa Press, enfatizando que a "proximidade com o mercado" e a "autonomia local" são suas principais vantagens em relação aos concorrentes.
"Queremos que os espanhóis falem e operem na Espanha com amplos níveis de autonomia. Oferecemos um serviço comercial que exige adaptação às peculiaridades do país e rapidez de resposta, e acreditamos que isso só é possível graças a uma cultura fortemente localizada e autônoma", acrescenta.
As pequenas empresas sempre foram o ponto forte da estratégia comercial da empresa, mas o CEO do Grupo Esprinet também acredita que "a administração pública e, em particular, os investimentos em infraestruturas digitais avançadas são uma das áreas mais interessantes de desenvolvimento potencial".
Duas empresas distintas do Grupo operam no mercado espanhol: a Esprinet Ibérica, com sede em Zaragoza, especializada em computadores, impressoras, telefones e eletrônicos de consumo; e a V-Valley Advanced Solutions España, com sede em Madri, especializada em soluções digitais avançadas, como software de infraestrutura, segurança cibernética, inteligência artificial, nuvem e infraestruturas de data center.
SERVIÇOS DE VALOR AGREGADO AUMENTAM OS LUCROS
Cattani dá um exemplo do potencial dessa tendência: "A divisão V-Valley, que inclui serviços de valor agregado, representa aproximadamente 22% das receitas do Grupo desde o início do ano, mas quase 69% em termos de lucros.
Da mesma forma, ele analisa a mudança do modelo de negócios para o pagamento por uso. "A mudança das vendas de infraestrutura para o fornecimento de soluções IaaS ou SaaS é algo que começou há anos. Em 2017, as vendas na nuvem foram de pouco menos de 8 milhões de euros, enquanto em 2024 ultrapassaram 276 milhões de euros", detalha o executivo, que acredita que essas tecnologias "ainda têm um enorme potencial de crescimento" e, por isso, como grupo, continuam a adicionar soluções avançadas ao seu já extenso portfólio de fornecedores disponíveis no 'Marketplace'.
Outro aspecto que favoreceu o crescimento da empresa no último ano foram os fundos europeus e o notável crescimento da digitalização das empresas. "A V-Valley está aproveitando as oportunidades relacionadas à digitalização das empresas e da administração pública e atualmente está se concentrando em modernizar sua oferta nas áreas de segurança cibernética, software, nuvem e inteligência artificial", explica Cattani.
ABERTA A NOVAS AQUISIÇÕES
Quando perguntado sobre novas aquisições ou alianças estratégicas, o CEO do Grupo Esprinet reconhece que eles estão sempre "à procura de novas oportunidades, especialmente no mundo da distribuição de tecnologias digitais avançadas e soluções ecológicas". "Se encontrarmos empresas com o portfólio certo de clientes e produtos, com boa administração e preços adequados, estaremos sempre dispostos a estudar novas operações", disse ele.
Ele também disse que continuarão a investir "maciçamente" em inovação de processos para garantir melhores níveis de serviço para seus clientes e que tentarão acelerar ainda mais no segmento de tecnologia verde após a aquisição da Vamat. Cattani explica que esse é um novo mercado potencial de cerca de 16 bilhões na Europa, onde o Grupo Esprinet tem um faturamento de cerca de 200 milhões: "um campo a ser explorado e que esperamos conquistar em parte".
Portanto, embora reconheça que existe um "contexto macroeconômico incerto", ele garante que as tarifas não os afetaram diretamente - já que não exportam para os Estados Unidos - e, apesar da incerteza que pesa sobre a demanda, historicamente esse setor "tem se beneficiado de uma grande capacidade de produzir soluções inovadoras tanto para a vida das pessoas quanto para a das empresas".
TENDÊNCIAS PARA 2026
Por fim, em sua perspectiva para 2026, ele prevê "volumes interessantes em PCs", que estão em meio a um ciclo de atualização tecnológica, mesmo após a retirada do Windows 10. Ele também acredita que a segurança cibernética continuará sendo um mercado importante e que as soluções de software para IA crescerão.
"A necessidade de inovar os processos forçará as empresas a continuar investindo pesadamente em inovação digital e, portanto, software e infraestrutura, seja na nuvem ou no local, continuarão a ser fortes impulsionadores de crescimento. Esperamos algumas inovações importantes também para o mundo do consumidor e quem sabe se os desenvolvimentos no mundo dos dispositivos vestíveis podem levar a uma aceleração nesse segmento também", conclui.
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