Publicado 19/05/2026 06:49

A Catalunha, Madri e a Andaluzia concentraram “mais de 50% dos estudos” sobre doenças raras em 2025, segundo a AELMHU

Archivo - Arquivo - A Fundação Mutua Madrileña financiará novos projetos de pesquisa médica com 2,3 milhões de euros
JAVIERVALEIRO/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -

A Associação Espanhola de Laboratórios de Medicamentos Órfãos e Ultraórfãos (AELMHU) informou que a Catalunha, Madri e a Andaluzia “concentraram mais de 50% dos estudos sobre doenças raras em 2025”, pelo que “lideram a pesquisa” nessa área na Espanha.

“Esses dados confirmam que a pesquisa em doenças raras continua avançando e se consolidando na Espanha, uma notícia especialmente positiva para as pessoas com doenças raras que continuam esperando por novas alternativas terapêuticas”, indicou a presidente da organização, Beatriz Perales, que se baseou nos dados apresentados pelo ‘Relatório sobre Ensaios Clínicos para Doenças Raras na Espanha 2025’.

Este trabalho, apresentado pela AELMHU por ocasião da comemoração, nesta quarta-feira, 20 de maio, do Dia Internacional dos Ensaios Clínicos, analisa, segundo a entidade, o nível de pesquisa em doenças raras durante 2025 e sua evolução nos últimos seis anos no território nacional.

Assim, o estudo revela que “a Catalunha participou de 171 ensaios para doenças raras; seguida pela Comunidade de Madri, com 151; Andaluzia, com 100 ensaios; e Comunidade Valenciana, com 79”. “No entanto, ao ajustar os dados pela população de cada território, também se destacam outras comunidades autônomas, como Navarra, Galícia ou País Basco, que superam a taxa de ensaios clínicos por milhão de habitantes da Catalunha e da Andaluzia”, esclareceu.

“A nível nacional, de acordo com os dados do Registro Espanhol de Estudos Clínicos (REec) da Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS), durante 2025 foram autorizados na Espanha um total de 962 ensaios clínicos", mostra este documento, que também indica que "desses, 216 eram direcionados a doenças raras, o que representa um aumento de 4% em relação ao ano anterior".

A esse respeito, os resultados indicam que “os estudos sobre essas patologias representam 22% do total, uma proporção semelhante à do ano passado”. Além disso, “também houve um aumento de 11% no número de participantes em estudos para essas patologias, chegando a 4.088 no ano passado”, segundo indicam.

COMPROMISSO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

Esses dados “também demonstram que a indústria farmacêutica mantém seu firme compromisso com a inovação nessas patologias”, explicou Perales, pois indicam que “os ensaios clínicos para doenças raras promovidos por empresas farmacêuticas aumentaram 8% em 2025, atingindo 212 estudos, contra os 196 registrados no ano anterior”.

De fato, como mostra este relatório, “a indústria farmacêutica impulsionou 98% do total das pesquisas autorizadas nessas patologias”. Além disso, ele mostra que “os ensaios clínicos para doenças raras na Espanha durante 2025 concentraram-se principalmente nas Fases 2 e 3, representando 72% do total”.

Após destacar que, “em relação a 2024, destaca-se especialmente o aumento de 22% nos ensaios na Fase 3 em comparação com o ano anterior (de 77 para 94 estudos)”, este trabalho revela “uma tendência para uma maior diversificação” no que diz respeito às áreas terapêuticas. “A oncologia continua sendo a área predominante, com 47 ensaios clínicos para doenças raras em 2025, mas seu peso relativo caiu para 22%, quatro pontos percentuais a menos do que em 2024”, explica.

"Em segundo lugar, encontra-se o sistema imunológico, que se consolida como a segunda área terapêutica com maior número de ensaios, ao registrar um crescimento de 38%: de 32 ensaios em 2024 para 44 em 2025", conforme observado nesta pesquisa da AELMHU que, por outro lado, indica que “o número total de estudos autorizados diminuiu 25%, situando-se em 40, contra os 53 registrados em 2024”.

“Continua sendo necessário contar com processos administrativos mais ágeis e maiores incentivos à P&D para acelerar o início dos ensaios e melhorar a competitividade da Espanha neste âmbito”, destacou Perales a esse respeito, e é que a tendência observada “foi ainda mais acentuada no âmbito das doenças raras, onde o número de ensaios se reduziu de 28 para 10, o que representa uma queda de 64%”.

Nesse sentido, os resultados indicam que “também diminuiu o número de participantes nesse tipo de pesquisa, com um total de 870 pessoas incluídas em ensaios de terapias avançadas, das quais 138 eram pacientes com doenças raras”. No entanto, ressalta que, “apesar da queda registrada em relação ao ano anterior, a pesquisa em terapias avançadas continua sendo fundamental para facilitar o acesso a tratamentos inovadores destinados a pacientes com doenças raras”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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