BARCELONA, 13 ago. (EUROPA PRESS) -
A Generalitat classificou como um “sucesso” o fato de dezenas de milhares de pessoas terem acompanhado o eclipse solar total nesta quarta-feira, sem nenhum incidente digno de nota, e, por isso, fez um balanço positivo.
Conforme informado pelo Governo em um comunicado nesta quinta-feira, o evento vinha sendo preparado há mais de um ano com o objetivo de organizar e coordenar todos os serviços: segurança; emergências; mobilidade; saúde; prevenção de incêndios e meteorologia.
O eclipse começou pouco depois das 19h30, mas só às 20h30 atingiu a fase total nas regiões do sul da Catalunha, de onde foi transmitido pelo canal do YouTube da Secretaria de Pesquisa e Universidades da Generalitat, mais especificamente do Observatório do Ebro.
O OBSERVATÓRIO DO EBRO
Antes do eclipse, o Observatório do Ebro sediou um encontro científico (que também foi transmitido ao vivo no YouTube) que reuniu referências internacionais da física e da astronomia para abordar temas como os desafios da exploração espacial ou a vida humana além da Terra, e concluiu com uma explicação sobre as fases do eclipse e a observação do fenômeno.
Por outro lado, o Meteocat quis estudar a resposta da atmosfera à diminuição da radiação solar e, para isso, lançou um balão equipado com uma radiossonda a partir do Observatório para medir a evolução da temperatura, da umidade, da pressão e do vento em diferentes altitudes.
A secretária de Pesquisa e Universidades, Núria Montserrat, que assistiu ao eclipse no próprio observatório com Salvador Illa, ao lado de outros representantes institucionais, afirmou que o evento desta quarta-feira é “o resultado de muitos meses de trabalho entre a Generalitat, municípios, observatórios, centros de pesquisa e profissionais de diversos serviços públicos”.
Montserrat também destacou que, com esse eclipse, “o conhecimento se aproximou da população”, e que terão surgido “novas vocações científicas” entre a população.
O LEGADO CIENTÍFICO E SOCIAL
Mais de 3.000 pessoas se inscreveram no projeto de ciência cidadã Solaris, promovido pela Generalitat em colaboração com o Vall d’Hebron e o Institut d’Estudis Espacials de Catalunya, que tem como objetivo estudar as respostas do corpo humano antes, durante e após o eclipse por meio de relógios inteligentes.
Os dados permitirão analisar possíveis variações na frequência cardíaca, na respiração ou na atividade física, bem como a relação com as emoções provocadas pela observação da fase total.
Pessoas cegas ou com deficiência visual também puderam apreciar o eclipse graças à rede de 14 pontos de observação equipados com dispositivos Lightsound, que transformam as mudanças na intensidade da luz em diferentes tons para que esse grupo também possa perceber o fenômeno.
Por outro lado, o projeto “Eclipsi per a tothom”, em colaboração com a Fundació Catalana per a Recerca i la Innovació, levou o fenômeno às escolas (1.575 estabelecimentos de ensino), atividades de lazer (a Fundesplai organizou 1.800 atividades para 110.000 pessoas), centros penitenciários e residências (1.131), além de preparar 80 sessões divulgativas em 44 centros com a participação de 2.696 alunos.
Por fim, o evento culminou com “Catalunha olha para o céu”, uma iniciativa promovida pela Pesquisa e Universidades para coordenar ações científicas e divulgativas relacionadas ao eclipse, promovendo assim a cultura científica e a participação cidadã.
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