Publicado 16/04/2025 12:29

Casos de diabetes diminuem ligeiramente na Espanha, diz a Federação Internacional de Diabetes

Os números estão aumentando em todo o mundo

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MADRID, 16 abr. (EUROPA PRESS) -

A Espanha registrou cerca de 5.121.600 casos de diabetes tipo 1 e tipo 2 em adultos com idade entre 20 e 79 anos durante 2024, um número ligeiramente inferior aos dados mais recentes de 2021, quando foram registrados 5.141.300 casos.

Isso está de acordo com a 11ª edição do Atlas Mundial de Diabetes, que foi preparado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), à qual pertence a Federação Espanhola de Diabetes (FEDE).

A prevalência, portanto, permanece estável, diminuindo ligeiramente de 14,8% em 2021 para os atuais 14,1% (e de 10,3% para 9,8% com valores ajustados para levar em conta todas as faixas etárias). Além disso, de acordo com as novas informações, os casos não diagnosticados representariam 38% do total, um número que também está dentro da faixa de 2021 da IDF, de 30% a 45%. Mesmo assim, a Espanha continua sendo o quinto país da Europa com a maior prevalência de diabetes, atrás da Turquia, Rússia, Alemanha e Itália.

Globalmente, 589 milhões de pessoas em todo o mundo têm diabetes, 53 milhões a mais do que em 2021. Os casos de diabetes tipo 1 também aumentaram de 1,2 milhão de casos em crianças e adolescentes para 9,1 milhões em todas as idades, dos quais 1,8 milhão seriam na idade adulta.

Enquanto isso, os casos não diagnosticados diminuíram de 45% para 43%, assim como a mortalidade atribuída ao diabetes, que caiu de uma estimativa de 6,7 milhões de mortes em 2021 para 3,4 milhões em 2024. O relatório conclui que o diabetes está crescendo a taxas muito rápidas, especificamente em países com poucos recursos nas regiões da África, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático.

O CUSTO DO DIABETES

Os gastos com saúde relacionados ao diabetes em todo o mundo aumentaram de 888,7 bilhões de euros para 933,8 bilhões de euros. Os gastos globais com diabetes por pessoa, no entanto, caíram de 1.654,97 euros para 1.585,4 euros em 2024, um declínio que indica como os sistemas de saúde podem estar gastando menos por paciente porque os gastos globais, apesar de terem aumentado 5,1%, não conseguiram acompanhar o crescimento global do diabetes (9,7%).

"Isso pode ser uma má notícia para as pessoas com diabetes, que podem ver a qualidade do tratamento comprometida em algumas regiões", disse a FEDE.

Na Espanha, os gastos totais com diabetes aumentaram de 14,26 bilhões de euros para 14,42 bilhões de euros em 2024; enquanto os gastos com diabetes por pessoa aumentaram de cerca de 2.773,6 euros para 2.816,3 euros, um valor em linha com a média europeia de cerca de 2.816,3 euros. "Levando em conta a ligeira diminuição da prevalência, esse número implica um aumento no orçamento destinado aos pacientes com diabetes na Espanha", acrescentou a FEDE.

UM ÍNDICE GLOBAL PARA ESTIMAR O DIABETES TIPO 1

A 11ª versão do Atlas integra uma nova forma de calcular os dados sobre o diabetes tipo 1 nos países que, como a Espanha, não contam com um registro específico para cada subtipo de diabetes. Esses dados são calculados graças a uma ferramenta chamada 'T1D Index 3.0', desenvolvida pela IDF em conjunto com outras organizações sem fins lucrativos que, por meio de algoritmos de aprendizado de máquina, integra dados como urbanização, PIB per capita ou a proporção de médicos, também em regiões geográficas semelhantes à que está sendo estudada. Dessa forma, é feita uma estimativa que, no caso da Espanha, é de 118.802 casos de diabetes tipo 1 para todas as faixas etárias.

O Atlas também inclui outras novidades, como marcadores para determinar um estado de pré-diabetes ou o início da resistência à insulina, como a intolerância à glicose, que afetaria 7,6% da população adulta, ou a glicemia de jejum alterada, que afetaria 5,2% dos adultos. Ele também fornece o número de mortalidade relacionada ao diabetes na Espanha, onde as mortes relacionadas ao diabetes em adultos com idade entre 20 e 79 anos foram de 19.957 em 2024, um número que a edição anterior não incluía.

DESIGUALDADE GLOBAL E PERSPECTIVAS FUTURAS

A nova edição do Atlas se concentra nas desigualdades globais generalizadas. Ele estima que 95% do aumento projetado do diabetes até 2050 ocorrerá em países de baixa e média renda nas regiões da África (+142%), Oriente Médio e Norte da África (+92%) e Sudeste Asiático (+73%).

Além disso, 87% dos casos não diagnosticados estão concentrados em países de baixa e média renda, onde a IDF alerta que o acesso ao diagnóstico, tratamento, insulina e tecnologias é muito menor do que nos países de alta renda. Diante dessa situação, a organização enfatiza a necessidade de ações urgentes para evitar o colapso econômico e de saúde nessas regiões.

Em termos de outras projeções para 2050, espera-se que o número de pessoas com diabetes aumente em 45%, para 852,5 milhões, enquanto a prevalência global deve subir para 13%. No entanto, mais uma vez, não se espera que os gastos com saúde aumentem na mesma proporção, com um aumento estimado de apenas 2,8% em todo o mundo (US$ 1,04 bilhão).

Além disso, os gastos per capita permanecerão drasticamente desiguais, com uma diferença de mais de 70 vezes entre as regiões. "Os dados destacam a urgência de fortalecer a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso equitativo ao tratamento, bem como a solidariedade entre os países", conclui a FEDE.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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