Publicado 15/06/2026 07:28

Casas, um hospital e um centro de dados: o FBI recria uma pequena cidade para treinar agentes em segurança cibernética

O Kinetic Cyber Range do FBI.
FBI

MADRID 15 jun. (Portaltic/EP) -

O FBI recriou uma pequena cidade de 22.000 pés quadrados que utiliza para treinar agentes na identificação, investigação e combate a ataques cibernéticos, bem como para operar redes sensíveis e centros de dados, simulando a realidade da forma mais fiel possível para enfrentar os agentes maliciosos do dia a dia.

A agência norte-americana dispõe desse ambiente de treinamento técnico no campus do FBI em Huntsville, Alabama (Estados Unidos), equipado com casas, quartos de hotel, uma concessionária de energia elétrica, um hospital, um posto de gasolina e, inclusive, um centro de dados com mais de 200 servidores em funcionamento.

Todos esses espaços, reunidos em uma pequena cidade de cerca de 2.044 metros quadrados com estradas e semáforos, são completamente reais. Possuem fachadas e mobiliário, estão cabeados e integram sistemas, redes e dispositivos funcionais projetados para se comportarem como o fariam no mundo real, simulando a atividade empresarial e da sociedade atual.

Assim, inaugurado em fevereiro do ano passado, o centro conhecido como Kinetic Cyber Range já treinou mais de 1.400 alunos, entre eles funcionários do FBI e parceiros de outras agências, representando uma forma inovadora e totalmente realista de preparar agentes, analistas e especialistas forenses, que “dependem cada vez mais de provas digitais”, conforme divulgou agora a organização em um comunicado em seu site oficial.

Até agora, esse tipo de treinamento era ministrado em salas de aula; no entanto, com a recriação de uma cidade real, o objetivo é aprimorar as habilidades dos agentes, permitindo que eles mergulhem em situações o mais semelhantes possível ao dia a dia, lidando com pessoas que dirigem empresas ou com possíveis vítimas.

Com tudo isso, conforme exemplificado pelo FBI, os alunos podem se deparar com cenários em que precisam percorrer uma casa cheia de dispositivos conectados à Internet e decidir o que levar para uma investigação. Da mesma forma, no âmbito de um mandado de busca em uma empresa, eles devem colaborar com os administradores de sistemas para acessar dados ocultos em uma rede corporativa.

Também se aprende a lidar com casos urgentes, como um ataque simulado de 'ransomware' que bloqueia a rede de um hospital. Nessa situação, os participantes devem reagir como se o atendimento aos pacientes estivesse em risco, combinando problemas técnicos com humanos, conforme explicou a organização.

Em outros casos, o FBI destacou que os agentes são treinados diretamente dentro de um centro de dados, onde os exercícios se tornam “mais físicos” e os alunos devem operar servidores em funcionamento, alguns com sistemas operacionais Windows e outros com Linux.

Como resultado de tudo isso, o órgão destacou que também se consegue um treinamento conjunto entre diferentes departamentos. Por exemplo, a Divisão de Tecnologia Operacional, que se concentra em informática forense, treina em conjunto com a Divisão Cibernética, que investiga invasões informáticas.

Especificamente para a equipe de pesquisadores de segurança cibernética, seus exercícios estão mais focados em rastrear a atividade nas redes, “em vez de apreender dispositivos”. Dessa forma, eles precisam aprender a rastrear a origem de uma invasão, identificar como um 'malware' se propaga ou seguir os rastros digitais de determinadas pessoas.

No entanto, tudo isso é realizado em um ambiente isolado, no qual os agentes podem cometer erros sem riscos. “O objetivo não é apenas ensinar habilidades técnicas, mas também preparar os investigadores para os momentos em que essas habilidades devem ser aplicadas sob pressão, quando a comunicação, o bom senso e a moderação são tão importantes quanto a experiência”, concluiu o FBI.

Além disso, os cenários são constantemente atualizados para refletir as ameaças emergentes à segurança cibernética, desde dispositivos conectados até novas formas de atividades maliciosas, de modo que os alunos estejam o mais preparados possível.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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