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MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Cardiologia (SEC) exigiu nesta sexta-feira que se reforce a formação em reanimação cardiopulmonar e o acesso a desfibriladores em todo o país, a fim de reduzir o impacto da morte súbita e melhorar as taxas de sobrevivência após parada cardíaca.
Essa foi a reivindicação dos cardiologistas após a publicação de um estudo na revista “The Lancet Regional Health”, que aponta a Espanha como o país europeu que registrou o maior aumento de mortes súbitas entre 2010 e 2020, com um aumento médio anual de 3,3%.
Diante desses dados, a SEC afirmou que a morte súbita “continua sendo um dos principais problemas de saúde pública na Europa e também na Espanha”, pelo que é necessário “reforçar a resposta sanitária e social” e trabalhar “especialmente” no âmbito extra-hospitalar, “onde cada minuto é determinante para a sobrevivência”.
Nesse sentido, destacou iniciativas como o aplicativo 'Ariadna RCP', que a SEC e a Fundação Espanhola do Coração (FEC) desenvolveram em conjunto com a Cruz Vermelha, para ajudar a localizar desfibriladores externos automáticos (DEA) próximos e facilitar uma resposta rápida por parte da população.
O aplicativo alerta os usuários com conhecimentos em reanimação cardiopulmonar (RCP) quando ocorre uma parada cardiorrespiratória nas proximidades, os orienta até o local da emergência e indica a localização do DEA mais próximo, favorecendo assim uma atuação precoce e coordenada.
O presidente da SEC, Ignacio Fernández Lozano, instou as demais comunidades autônomas a seguirem o exemplo da Galícia, que foi a primeira a integrar esse aplicativo em seu sistema de emergências. “Da SEC e da FEC, consideramos fundamental estender esse modelo a todo o país”, destacou.
“Somente por meio de uma estratégia coordenada, equitativa e baseada em evidências poderemos reduzir o impacto da morte súbita e melhorar a sobrevivência na Espanha”, ressaltou o Dr. Fernández.
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