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MADRID 6 nov. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Departamento de Cardiologia Pediátrica do Hospital Ruber Internacional, Dr. Federico Gutiérrez-Larraya, advertiu que os riscos cardiovasculares aparecem em "estágios muito precoces" da vida, razão pela qual ele enfatizou a importância de identificá-los e preveni-los em crianças e adolescentes.
"Os riscos cardiovasculares começam muito antes do aparecimento dos primeiros sintomas, em estágios muito precoces da vida", disse o Dr. Gutiérrez-Larraya, enfatizando que a abordagem preventiva tem se concentrado "quase exclusivamente" nos adultos.
Doenças como a aterosclerose, que é de natureza inflamatória e causa endurecimento progressivo e danos às artérias, podem começar na infância e estabelecer as bases para complicações graves na idade adulta, como ataques cardíacos ou derrames.
"A aterosclerose tem raízes genéticas e ambientais e é fortemente influenciada pelo estilo de vida desde a infância", acrescentou ele, enfatizando que as patologias cardíacas e não cardíacas, tanto congênitas quanto adquiridas, bem como hábitos alimentares incorretos, estilos de vida sedentários, obesidade infantil e exposição à fumaça do tabaco, alteram o sistema circulatório e favorecem o desenvolvimento precoce de lesões arteriais.
O especialista explicou que, embora os efeitos dessa doença geralmente se manifestem depois de anos, o processo inflamatório começa "silenciosamente", razão pela qual conhecer os riscos e modificá-los é "fundamental" para melhorar o futuro dessas pessoas.
Embora condições ou hábitos como a obesidade, o excesso de peso, a exposição à fumaça do tabaco ou uma dieta desequilibrada, patologias como o lúpus ou a doença de Kawasaki possam danificar as artérias desde uma idade muito precoce", disse ele.
"O ambiente familiar desempenha um papel crucial, pois é nele que são formados os hábitos que afetam diretamente a saúde cardiovascular", enfatizou.
Ele ainda alertou que as crianças que superaram o câncer também podem ter efeitos cardiovasculares derivados de tratamentos como quimioterapia ou radioterapia.
"A sobrevivência é uma grande conquista, mas o preço pago em termos de saúde cardiovascular não deve ser subestimado", disse ele.
A predisposição genética também desempenha um papel no risco cardiovascular em crianças e adolescentes, onde é "fundamental" agir sobre fatores modificáveis, como o estilo de vida.
A detecção desse risco em crianças e adolescentes requer ferramentas específicas, que devem ser adaptadas às particularidades das crianças, como testes analíticos avançados, que podem identificar marcadores inflamatórios e alterações metabólicas, bem como ecocardiografia e ultrassom arterial, capazes de detectar alterações estruturais mesmo antes do aparecimento dos sintomas, e deve haver monitoramento constante.
Por todas essas razões, ele enfatizou a importância de incutir hábitos saudáveis, como uma dieta balanceada, exercícios regulares e descanso adequado "desde os primeiros anos de vida", em colaboração com as famílias, escolas e profissionais de saúde.
"O objetivo não é apenas prevenir, mas também educar as novas gerações sobre a importância de cuidar de sua saúde cardiovascular desde a infância. Esse é um esforço que deve envolver toda a sociedade", concluiu.
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