Publicado 19/03/2026 09:04

Cardiologista destaca o papel da assistência transversal e contínua na prevenção de complicações na síndrome de Down

Archivo - Arquivo - Retrato de um menino fofo com síndrome de Down
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / TATIANA DYUVBANOVA

MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -

O cardiologista pediátrico Federico Gutiérrez-Larraya, especialista do Hospital Ruber Internacional, destacou a importância de oferecer um atendimento “transversal e contínuo” desde o nascimento para prevenir complicações em pessoas com síndrome de Down, cujo diagnóstico é atualmente comum na fase fetal.

Entre os principais desafios médicos estão as cardiopatias congênitas, com as quais nasce cerca de metade das crianças com síndrome de Down. Gutiérrez-Larraya explicou que são alterações que também afetam pacientes sem síndrome de Down e que, da mesma forma, podem exigir cirurgia ou intervenção por cateter para sua correção.

O especialista afirmou que o prognóstico dessas patologias melhorou significativamente nas últimas décadas graças aos avanços no conhecimento, no diagnóstico precoce e nas técnicas cirúrgicas e intervencionistas, que permitem oferecer a muitos pacientes uma vida “praticamente normal”.

Além dos problemas cardíacos, a coordenadora da assistência pediátrica na Unidade Integral de Síndrome de Down e Necessidades Especiais do Hospital Ruber Internacional, María Ángeles Donoso, destacou que são frequentes a apneia do sono, distúrbios digestivos, alterações endócrinas e autoimunes e, com o envelhecimento, alterações visuais, auditivas ou ortopédicas, bem como maior risco de deterioração cognitiva e Alzheimer precoce.

O chefe do Serviço de Pediatria e Adolescência do hospital, José Casas, insistiu que deve ser feito um acompanhamento clínico desde a infância e com certa frequência. “A visão e a audição, bem como as alterações autoimunes da tireoide ou a doença celíaca, devem ser controladas pelo menos uma vez por ano ou sempre que surgir algum sintoma que leve a suspeitar de sua presença”, precisou.

Do ponto de vista neurológico, o diretor da Unidade de Epilepsia do centro, Antonio Gil-Nagel, detalhou que cerca de 10% das pessoas com síndrome de Down desenvolvem epilepsia que, na infância, é geralmente leve, embora possam surgir casos mais graves, como a síndrome de West ou a de Lennox-Gastaut. A partir dos 40 anos, podem surgir epilepsias associadas ao declínio cognitivo.

Além disso, o especialista indicou que a presença de uma cópia adicional do cromossomo 21 também implica uma maior predisposição biológica ao Alzheimer precoce. “Aos 40 anos, quase todos apresentam alterações neuropatológicas compatíveis com a doença e, aos 50, mais de 30% desenvolvem sintomas clínicos”, comentou ele para ressaltar a importância da detecção precoce.

ATENDIMENTO INTEGRAL

No âmbito do Dia Mundial da Síndrome de Down, comemorado neste sábado, os especialistas insistiram na importância de continuar avançando em um atendimento médico especializado baseado em evidências científicas, pesquisa clínica e uma abordagem humanista centrada na pessoa.

A Unidade Integral de Síndrome de Down e Necessidades Especiais do Hospital Ruber Internacional trabalha em colaboração com organizações locais, nacionais e internacionais dedicadas à síndrome de Down, bem como com associações de pacientes, fundações de pesquisa e grupos de apoio. Além disso, conta com a participação de familiares especialistas para orientar a assistência médica de acordo com as necessidades reais das pessoas com síndrome de Down e suas famílias.

A Dra. Donoso destacou que é preciso aproximar da população a pesquisa e os últimos avanços tecnológicos na área da saúde. “Estamos em um momento da história da medicina em que a inovação e o conhecimento crescem exponencialmente, e é fundamental torná-los acessíveis com plenas garantias metodológicas, éticas e legais”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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