PEOPLEIMAGES/ISTOCK - Arquivo
MADRID, 7 jul. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Universitário La Luz, Roberto Martín Reyes, alertou que o calor extremo aumenta o risco de eventos cardíacos, como infarto, insuficiência cardíaca e arritmias, especialmente em idosos e pacientes com doenças cardiovasculares pré-existentes.
Martín explicou que as temperaturas muito elevadas causam uma sobrecarga significativa no sistema cardiovascular, já que a vasodilatação, a perda de líquidos e a desidratação obrigam o coração a realizar um esforço adicional para manter a pressão arterial e a temperatura corporal.
Segundo ele, isso pode desestabilizar pacientes com doenças cardiovasculares pré-existentes, nos quais as mortes relacionadas ao calor não ocorrem principalmente por causa de uma insolação, mas porque essas temperaturas atuam como “o fator desencadeador que rompe um equilíbrio já frágil”.
“O coração precisa trabalhar mais para manter a temperatura corporal e, em pacientes vulneráveis, esse esforço excessivo pode desencadear complicações muito graves”, afirmou.
Além disso, ele destacou que a presença de neblina de poeira e partículas poluentes em suspensão não apenas agravam as doenças respiratórias, mas também podem afetar o sistema cardiovascular. “As partículas de pequeno porte podem atravessar os pulmões e chegar à corrente sanguínea, favorecendo processos inflamatórios que agravam patologias cardiovasculares já existentes e aumentam o risco de complicações”, explicou.
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
O cardiologista destacou a importância de tomar medidas de prevenção diante desse tipo de situação, apontando a hidratação como “a principal” recomendação. Mais especificamente, ele aconselhou ingerir pelo menos um litro e meio de água por dia, mesmo que não haja sensação de sede.
“Com a idade, a percepção da sede diminui, e isso faz com que muitos idosos cheguem a estados de desidratação sem perceber. É importante beber água regularmente ao longo do dia e não esperar sentir sede”, destacou o chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Universitário La Luz.
Além disso, ele recomendou evitar atividades físicas ao ar livre entre 12h e 20h, permanecer em ambientes climatizados ou bem ventilados e manter a temperatura ambiente em torno de 24-26 °C.
Martín Reyes alertou sobre os possíveis riscos para pessoas em tratamento com diuréticos ou medicamentos para controlar a hipertensão, às quais pediu que redobrem as precauções durante as ondas de calor, já que a combinação de vasodilatação e perda de líquidos pode provocar quedas significativas na pressão arterial.
“Em alguns pacientes, pode ser necessário ajustar temporariamente a medicação, mas isso nunca deve ser feito por conta própria. Qualquer modificação no tratamento deve ser sempre realizada sob supervisão médica”, comentou.
O especialista insistiu na necessidade de deixar de considerar as ondas de calor como um problema exclusivamente ambiental para se concentrar em suas implicações para a saúde. “O estresse térmico está destinado a se tornar um dos principais fatores de risco cardiovascular nos próximos anos”, destacou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático