Publicado 10/09/2026 05:40

A campanha #NiCulpaNiSilencio alerta que pelo menos seis pessoas são afetadas a cada suicídio

Archivo - Arquivo - Homem com depressão.
VISIONS/ISTOCK - Arquivo

A Federação de Saúde Mental da Região de Múrcia adere à iniciativa para dar visibilidade ao luto por suicídio

MÚRCIA, 10 set. (EUROPA PRESS) -

A Federação de Saúde Mental da Região de Múrcia aderiu à campanha #NiCulpaNiSilencio, promovida pela Confederação de Saúde Mental da Espanha por ocasião do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, comemorado nesta quinta-feira, 10 de setembro, com o objetivo de dar visibilidade ao luto após a morte por suicídio de um ente querido e contribuir para quebrar o silêncio e o estigma que o cercam, conforme informado pela própria federação.

A campanha destaca as emoções que podem acompanhar esse tipo de luto, como culpa, vergonha, raiva e questionamentos sobre o que aconteceu. Segundo a Confederação de Saúde Mental da Espanha, estima-se que, para cada suicídio, pelo menos seis pessoas sejam profundamente afetadas pela perda.

A iniciativa, financiada pelo Ministério dos Direitos Sociais, do Consumo e da Agenda 2030, visa ajudar a amenizar a culpa e a vergonha que podem afetar familiares, amigos e pessoas do círculo de quem faleceu por suicídio, bem como incentivar que possam expressar suas emoções e receber apoio.

Os últimos dados definitivos do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, em 2024, ocorreram 3.953 mortes por suicídio na Espanha, 2.902 homens e 1.051 mulheres, o que representa uma redução de 3,9% em relação a 2023. Este é o segundo ano consecutivo de queda, embora o suicídio continue sendo a segunda causa de morte por causas externas, atrás apenas das quedas acidentais.

Na Região de Múrcia, as entidades do movimento associativo de Saúde Mental desenvolvem ações relacionadas à prevenção e ao acompanhamento de comportamentos suicidas. Entre elas está a ÁPICES Saúde Mental Cartagena, que conta com um programa de mediação comunitária ao qual são encaminhadas pessoas pelo hospital após uma tentativa de suicídio, além de familiares e usuários que buscam ajuda após terem manifestado pensamentos suicidas.

A psicóloga responsável pelo programa, Eva Guillamón, explica que uma das primeiras intervenções consiste em realizar uma análise abrangente da situação de cada pessoa para identificar fatores econômicos, sociais, familiares ou psicológicos relacionados ao seu mal-estar.

A partir dessa análise, a equipe procura conectar a pessoa aos recursos e apoios disponíveis, além de proporcionar um espaço de escuta e apoio emocional. “Quando uma pessoa pensa em tirar a própria vida, muitas vezes não quer morrer; o que ela quer é deixar de sofrer”, destaca Guillamón, que explica que o trabalho consiste em identificar os fatores que afetam a pessoa e tentar abordá-los por meio dos recursos disponíveis.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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