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MADRID 25 maio (EUROPA PRESS) -
O calor em pacientes com hipertensão, insuficiência cardíaca ou cardiopatia isquêmica pode desequilibrar a doença e aumentar o risco de hipotensão, arritmias ou agravamento da insuficiência cardíaca, segundo a professora do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Europeia, Verónica Saldaña.
“O calor provoca uma dilatação dos vasos sanguíneos para facilitar a perda de temperatura corporal. Isso obriga o coração a trabalhar mais rápido e com maior esforço para manter uma circulação sanguínea adequada”, explicou a professora.
Além disso, a perda de líquidos pelo suor pode causar fadiga, quedas de pressão ou episódios de descompensação clínica.
Nesses pacientes, a capacidade de adaptação costuma estar reduzida, pelo que muitos tratamentos farmacológicos, como diuréticos ou anti-hipertensivos, podem aumentar o risco de desidratação ou favorecer quedas da pressão arterial durante os episódios de calor; por isso, é fundamental “não alterar a prescrição sem orientação médica”, segundo a especialista.
“Entre os grupos mais vulneráveis estão os idosos, pacientes com doenças cardiovasculares ou respiratórias, pessoas com diabetes, pacientes em polimedicamento e crianças pequenas”, continuou ela.
Nesse contexto, Saldaña declarou que é “fundamental” saber reconhecer os primeiros sinais de alerta, que geralmente são cansaço excessivo, sensação de fraqueza, palpitações, leve dificuldade respiratória ou sudorese intensa.
Além disso, existem sintomas menos conhecidos, como confusão, apatia, irritabilidade, perda de apetite ou dor de cabeça persistente, que em idosos podem ser um sinal precoce de descompensação.
A especialista, por isso, recomendou manter uma hidratação adequada de acordo com as orientações médicas, evitar a exposição solar nas horas centrais do dia, usar roupas leves e respiráveis, permanecer em locais frescos, controlar a pressão arterial e reduzir esforços físicos intensos durante os dias de altas temperaturas.
Por fim, Verónica Saldaña lembrou o “valor vital” da prevenção ativa e da consulta a profissionais de saúde, resumindo todas essas orientações em uma “mensagem clara e direta”.
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