MADRID 22 jun. (EUROPA PRESS) -
A coordenadora da Unidade de Cefaleias do Hospital Quirónsalud San José, a doutora Lucía Vidorreta Ballesteros, afirma que o calor do verão pode agravar as cefaleias e as enxaquecas, embora raramente seja a causa direta da dor; portanto, o calor influencia, mas nem sempre de forma direta.
“Na verdade, o aumento das cefaleias durante os meses de verão deve-se a uma combinação de fatores ambientais e fisiológicos, muitos deles modificáveis”; o mais comum é que o calor “atue como gatilho” de outros processos que favorecem o surgimento de cefaleias, afirma Vidorreta.
Embora se fale em “dores de cabeça causadas pelo calor”, as evidências científicas indicam que as altas temperaturas raramente são a causa direta da dor; na verdade, um dos mecanismos mais importantes é a desidratação, bem como a exposição à luz solar intensa. “Passar várias horas sob sol intenso ou em ambientes muito luminosos pode favorecer o surgimento de uma crise”, ressalta ele.
A umidade também parece desempenhar um papel importante. Alguns estudos observaram uma associação entre as variações da umidade ambiental e um aumento dos episódios de enxaqueca. Da mesma forma, as variações da pressão atmosférica, frequentes durante tempestades de verão ou mudanças bruscas de tempo, são um dos gatilhos meteorológicos mais conhecidos. A isso se somam outros fatores típicos das férias: alterações no sono, mudanças nos horários das refeições, consumo de álcool, viagens longas ou maior exposição ao esforço físico em condições de calor.
COMO PREVENIR AS DORES DE CABEÇA NO VERÃO?
As pessoas que já sofrem de enxaqueca parecem apresentar maior sensibilidade às mudanças ambientais típicas do verão. “Muitos pacientes com enxaqueca observam um agravamento dos sintomas durante os meses mais quentes e após uma exposição prolongada ao sol”, explica a especialista.
Para prevenir o surgimento das dores de cabeça, os especialistas recomendam adotar algumas medidas simples para reduzir o risco: Manter uma hidratação adequada ao longo do dia, sem esperar sentir sede; aumentar a ingestão de líquidos em dias especialmente quentes ou ao praticar exercícios físicos; evitar a exposição prolongada ao sol nas horas mais quentes do dia; e usar óculos de sol, chapéu ou boné ao permanecer ao ar livre.
Além disso, recomenda-se procurar locais frescos ou com ar-condicionado durante as ondas de calor; manter horários regulares para dormir e para as refeições; limitar o consumo de álcool, que favorece a desidratação, bem como refeições pesadas ou processadas; e reduzir a intensidade do exercício físico quando as temperaturas estiverem muito elevadas.
Para pessoas com enxaqueca, manter um registro dos possíveis fatores desencadeantes pode ajudar a identificar quais fatores do verão têm maior influência em cada caso. E, embora a maioria das cefaleias relacionadas ao calor seja leve e melhore com hidratação e descanso, é importante procurar atendimento médico se a dor vier acompanhada de febre alta, confusão, alterações na fala, perda de consciência ou sintomas de insolação.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático