Publicado 29/06/2026 07:12

Calendário unificado impulsionaria a vacinação subutilizada entre adultos, segundo estudo apoiado pelo Conselho de Enfermagem

Archivo - Arquivo - Vacina.
DRS PRODUCOES/ISTOCK - Arquivo

MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Geral de Enfermagem apoiou um estudo cuja autora principal é a enfermeira especialista em vacinas Raquel García-Flórez Robla, trabalho que demonstra que a vacinação de adultos na Espanha “é um recurso subutilizado” e que seu fomento “passa por um calendário de vacinação unificado e campanhas de conscientização que reproduzam o ‘modelo Covid’”.

Especificamente, este trabalho, intitulado “Análise da situação vacinal na Espanha” — que também conta com a colaboração da empresa biofarmacêutica GSK e do Instituto Espanhol de Pesquisa em Enfermagem (IEIE) da referida corporação de saúde —, conforme destacado por esta última, “realiza uma revisão exaustiva da situação atual da vacinação em adultos e busca mecanismos para melhorar a situação”.

Com a participação, também como autoras, da coordenadora do IEIE, Guadalupe Fontán, e da membro do mesmo, Susana Montenegro, este relatório aborda a cobertura vacinal, a organização dos calendários e as desigualdades entre as comunidades autônomas, entre outros aspectos. “O objetivo é identificar desafios, barreiras e oportunidades para melhorar o cenário atual por meio da análise das respostas de 18 especialistas na área”, destacou o Conselho Geral de Enfermagem.

“A vacinação é um dos pilares da prevenção em saúde”, expôs, como princípio, Fontán, que acrescentou que, na população adulta, “que pode ter uma percepção deficiente do risco nessa área”, é necessário “apostar na melhoria das políticas e dos recursos para ampliar a cobertura vacinal”. “Com este trabalho, buscamos mostrar uma realidade que nos preocupa, mas que tem muito potencial de melhoria”, ressaltou.

Na mesma linha, García-Florez Robla afirmou que este estudo “permite conhecer de forma realista como está se desenvolvendo a vacinação de adultos na Espanha”. “Contar com esse panorama inicial é fundamental para sabermos de onde partimos e podermos avaliar, no futuro, o impacto real das estratégias que forem sendo implementadas, bem como medir quais melhorias são alcançadas quando se trabalha de forma mais proativa na captação, no acompanhamento ou na conscientização”, afirmou.

VISÃO DE PROFISSIONAIS DE DIVERSAS COMUNIDADES AUTÔNOMAS

“Recolher a visão de profissionais de diversas comunidades autônomas traz, além disso, uma perspectiva muito útil sobre as diferenças organizacionais, as necessidades existentes e as oportunidades de melhoria”, continuou ele, enquanto o diretor médico da área de Vacinas da GSK, Iñaki Hernáez, declarou que, para esse laboratório, “a prevenção é um pilar essencial para contribuir para um envelhecimento saudável da população, especialmente diante do desafio demográfico”.

Nesse sentido, este último afirmou que “poder colaborar com os profissionais de enfermagem em iniciativas como esta contribui para esse compromisso, que exige o esforço conjunto de todos os agentes do sistema”. Justamente essa colaboração se traduziu em dados como o fato de que 38,8% da população adulta considera prioritária a vacinação em sua faixa etária, assim como 88,8% dos especialistas entrevistados acreditam que a população não possui informações suficientes sobre os benefícios de receber esse tipo de imunização.

Outros resultados obtidos indicam que 77,7% da população adulta considera que não é necessário se vacinar e que 72,2% não dispõe de informações suficientes para compreender as vantagens que as vacinas trazem para sua saúde na idade adulta. Além disso, mais de 70% dos especialistas entrevistados opinam que há diferenças significativas entre as comunidades autônomas no que diz respeito à vacinação, especialmente nos calendários de vacinação e nos grupos populacionais beneficiados, por isso, 100% deles consideram prioritário contar com um único calendário de vacinação unificado em todo o território.

CAPTAÇÃO ATIVA PARA QUEM ATENDE AOS REQUISITOS

Diante disso, o Conselho Geral de Enfermagem informou que este trabalho propõe “estratégias para melhorar a situação vacinal em adultos”, como “a captação ativa daqueles que atendem aos requisitos para essas imunizações, a melhoria da formação dos profissionais de saúde ou o uso de novas tecnologias”. Além disso, são analisados “o cumprimento das diretrizes, o manejo da recusa à vacinação, a atenção domiciliar, a qualidade dos programas” e “a coordenação e a logística”, explicou.

Entre as “principais barreiras que impedem maximizar o potencial da vacinação em adultos”, este estudo identifica também “a desinformação da população, a falta de percepção do risco, o medo dos efeitos colaterais, as barreiras organizacionais, a falta de envolvimento dos profissionais de saúde, os recursos insuficientes, as diferenças regionais e a falta de campanhas regulares de informação à população”.

Por outro lado, destaca-se a aposta em “realizar campanhas de sensibilização, capacitar os profissionais de saúde, reforçar os sistemas de acompanhamento, melhorar a coordenação institucional, concentrar-se nos grupos prioritários para vacinação e aproveitar o ‘efeito Covid’, ou seja, integrar as lições aprendidas durante a pandemia, especialmente as estratégias bem-sucedidas que foram aplicadas naqueles meses”.

Para concluir, as autoras resumem as conclusões desta pesquisa afirmando que “a vacinação em adultos é subutilizada, que falta uma cultura de vacinação na Espanha e que persistem as desigualdades entre os territórios”. Por isso, elas incentivam os atores envolvidos “a desenvolver e implementar uma estratégia nacional coordenada de vacinação em adultos, apostar em maior capacitação do pessoal de saúde e melhorar a comunicação em larga escala com a população”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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