Publicado 30/06/2026 07:38

Bustinduy destaca os avanços da Lei ELA, mas admite que há “desafios” e “limitações” em sua implementação

O ministro dos Direitos Sociais, do Consumo e da Agenda 2030, Pablo Bustinduy, durante o III Congresso Mundial de Cidades e Comunidades Amigáveis, no Kursaal, em 16 de junho de 2026, em San Sebastián, Guipúzcoa, País Basco (Espanha). O evento foi organiza
Unanue - Europa Press

MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -

O ministro dos Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030, Pablo Bustinduy, destacou os avanços alcançados com a aprovação da lei ELA e a dotação extraordinária de 500 milhões de euros para sua implementação, embora tenha admitido que sua implementação enfrenta “desafios” e “limitações” que “é preciso saber resolver”.

Foi o que ele afirmou durante sua participação no evento “10 anos unidos contra a ELA”, organizado por ocasião do décimo aniversário da Fundação Luzón, onde destacou o papel da sociedade civil e das pessoas com essa doença para impulsionar a aprovação da lei e a alocação desses 500 milhões de euros para sua implementação.

“A lei da ELA é um pilar fundamental que está permitindo avançarmos como sociedade, apesar das limitações, das precauções, das contradições e de tudo o que ainda resta a ser feito e melhorado. Acredito que não possa haver uma vocação mais elevada e mais nobre”, afirmou.

Em seguida, o ministro lembrou que, durante um encontro realizado no Congresso dos Deputados há cerca de dois anos e meio, conheceu em primeira mão a realidade relatada pelas associações de pessoas com ELA e a “frustração” causada pelo bloqueio da lei ao longo de anos.

“Naquela ocasião, a única coisa que pude fazer foi pedir desculpas — não em meu nome, nem mesmo em nome do atual governo, mas quase em nome do Estado, de uma sociedade que permitiu que isso acontecesse — e comprometer-me a fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para conseguir desbloquear a lei”, afirmou.

Nesse contexto, Bustinduy citou o lema “Eppur si muove” (e, no entanto, move-se) para destacar que, apesar das dificuldades, houve avanços, embora tenha reconhecido que “gostaria que” eles tivessem ocorrido antes e fossem mais longe. “Espero que possamos resolver tudo o que está por vir, mas espero que continuemos avançando”, observou.

Nesse contexto, o ministro garantiu que o papel das pessoas com ELA contribuiu para impulsionar outros avanços sociais na Espanha. Nesse sentido, ele destacou que o governo dispõe, desde a semana passada, de 6.200 milhões de euros adicionais para “reestruturar” o sistema de dependência e lembrou que, dentro de duas semanas, o Congresso dos Deputados debaterá uma nova lei de dependência e uma nova lei de deficiência.

“Coloco tudo nessa sequência porque tudo é coerente entre si, tudo está relacionado, pois a luta da comunidade de ELA transcendeu”, concluiu.

“O DESAFIO É A IMPLEMENTAÇÃO REAL DA LEI DA ELA”

Por sua vez, a presidente executiva da Fundação Luzón, Estíbaliz Luzón, destacou que a aprovação da lei da ELA representou um “avanço histórico”; no entanto, ressaltou que agora o desafio é conseguir sua “implementação efetiva” e a “eliminação de limites e copagamentos”.

“É preciso garantir algo essencial: que haja cuidadores qualificados em número suficiente para assegurar um atendimento digno e especializado”, destacou a presidente executiva da entidade.

Durante sua intervenção, ela reconheceu o papel de seu pai, Francisco Luzón, fundador da Fundação Luzón. “Hoje, ao ver todos vocês no auditório, sinto que a luz que meu pai acendeu não apenas continua acesa, mas se multiplicou. Ela está em cada um de vocês, em cada avanço científico, em cada família que não desiste, em cada profissional que cuida e acompanha, em cada pessoa e em cada empresa que decide fazer parte desta causa”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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