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BRUXELAS 4 fev. (EUROPA PRESS) -
O comissário europeu para a Equidade Intergeracional, Juventude, Cultura e Esporte, Glenn Micallef, rejeitou a proposta do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de levantar o veto à Rússia e à Bielorrússia nas competições internacionais de futebol, alegando que a agressão à Ucrânia continua e que o esporte “reflete quem somos e quem decidimos defender”.
O comissário expressou isso em uma mensagem nas redes sociais, divulgada pela Europa Press, na qual apelou aos torcedores, sindicatos e outras entidades para que estabeleçam “limites claros” ao que é aceitável no esporte e defendam um modelo esportivo com “responsabilidade” e “solidariedade”.
“Permitir que os agressores retornem ao futebol mundial como se nada tivesse acontecido ignora os riscos reais para a segurança e a profunda dor causada pela guerra. Bandeiras, uniformes e hinos representam os Estados, suas ações e seus valores. A normalização não é aceitável”, afirmou. Micallef defendeu que “o esporte não existe no vácuo” e que “reflete quem somos e o que decidimos defender”. Um fato que, em sua opinião, tem mais valor no futebol, pois “dá o tom do esporte mundial”. “Nossos valores não são negociáveis”, acrescentou.
Depois de lembrar que “outros esportes, federações e Estados-membros da UE” já expressaram sérias preocupações com a proposta do presidente da FIFA, ele indicou que essas decisões “devem ser tomadas por meio de debates coletivos, avaliações de riscos e estabelecimento de limites claros”.
Ele lembrou que “a segurança pública é importante”, da mesma forma que “os símbolos são importantes”, e reivindicou que durante os próximos Jogos de Milão-Cortina 2026 será celebrado “o poder do esporte de unir”, sempre levando em conta que “o que acontecer depois é igualmente ou mais importante”.
“O VETO NÃO ADIANTOU NADA” As declarações da UE ocorrem depois que, nesta segunda-feira, Infantino lamentou que o veto às equipes russas e bielorrussas nas competições internacionais “não adiantou nada” e “só criou mais frustração e ódio”, pelo que defendeu o levantamento da proibição “pelo menos na categoria juvenil”.
“Temos que fazer isso (levantar o veto), pelo menos na categoria juvenil. Essa proibição não serviu para nada. Isso só criou mais frustração e ódio”, disse Infantino em entrevista à Sky News, divulgada pela Europa Press. Já houve países como a Ucrânia que rejeitaram os comentários de Infantino, garantindo que são “irresponsáveis” e “infantis”. O ministro do Esporte, Matvii Bidnyi, lembrou que, desde o início da agressão em grande escala da Rússia, mais de 650 atletas e treinadores ucranianos foram assassinados pelos russos, entre eles mais de 100 jogadores de futebol.
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