Publicado 08/10/2025 09:07

Bruxelas quer proibir as terapias de conversão e fortalecer a proteção de pessoas LGTBIQ+ na UE

Archivo - Arquivo - 11 de janeiro de 2024, China, Pequim: A Ministra das Relações Exteriores da Bélgica, Hadja Lahbib, faz um discurso na abertura da nova embaixada da Bélgica em Pequim. Foto: Benoit Doppagne/Belga/dpa
Benoit Doppagne/Belga/dpa - Arquivo

BRUXELAS 8 out. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira uma nova estratégia para fortalecer a proteção das pessoas LGTBIQ+ na União Europeia, que incluirá medidas contra o discurso de ódio e também ações para proibir as chamadas "terapias de conversão" em toda a UE.

"Elas não são terapias, são prejudiciais. Elas podem causar sérios danos físicos e mentais e atacar a dignidade das pessoas (...). E isso precisa acabar", disse a Comissária para a Igualdade, Hadja Lahbib, em uma coletiva de imprensa em Estrasburgo (França) para apresentar os principais elementos da nova estratégia para o período 2026-2030.

A comissária alertou para a "regressão preocupante" que se percebe no questionamento sistemático de direitos já adquiridos e defendeu que a Europa "deve continuar a ser o farol, mas também a sentinela, que previne e protege a liberdade e a igualdade".

Nesse contexto, o executivo da UE baseará a nova estratégia na "proteção" e no "empoderamento" do grupo, mas também no "envolvimento" da sociedade; ao mesmo tempo, instou os Estados-Membros a fazer sua parte e apresentar estratégias nacionais de igualdade para pessoas LGTBIQ+ e anunciou diretrizes para melhorar a coleta e a análise de dados.

O Comissário ressaltou que, apesar de 75% dos europeus afirmarem em pesquisas que se sentem confortáveis com colegas LGTBIQ+, na prática, uma em cada três pessoas LGTBIQ+ afirma ter sofrido discriminação nos últimos doze meses.

Ela também alertou sobre o aumento da violência e do discurso de ódio na Internet e advertiu que esse assédio "não fica 'on-line', mas alimenta a violência no mundo real", razão pela qual disse que Bruxelas buscará medidas para fortalecer a legislação da UE para combater melhor o ódio e a violência, especialmente on-line.

Uma das medidas destacadas pela política belga é a avaliação a ser feita pelo executivo da UE sobre "a natureza, a prevalência e o impacto" das terapias de conversão que buscam mudar, reprimir ou suprimir a orientação sexual, a identidade de gênero ou a expressão de gênero.

O objetivo é analisar a situação nos Estados Membros para que Bruxelas possa "apresentar ações apropriadas para acabar com elas", explicou Lahbib, que indicou que o Executivo levará em conta especialmente a Iniciativa de Cidadania Europeia registrada para exigir que a UE proíba essas práticas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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