Publicado 15/09/2026 05:45

Bruxelas pede que se intensifique a prevenção de emergências após quase 700 mil hectares terem sido queimados este ano na UE

Archivo - Arquivo - A comissária europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib.
XAVIER LEJEUNE - Arquivo

Estima-se em cerca de 28,3 bilhões por ano as perdas agrícolas decorrentes de fenômenos climáticos

BRUXELAS, 15 set. (EUROPA PRESS) -

A comissária europeia para a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, pediu nesta terça-feira que se reforcem a prevenção e a preparação da União Europeia diante de fenômenos meteorológicos extremos, depois que quase 700 mil hectares foram consumidos pelo fogo no que vai do ano, e alertou que, sem medidas adequadas, os custos para responder a emergências continuarão aumentando nos próximos anos.

“Diante da atual realidade climática, a melhor maneira de combater os fenômenos meteorológicos extremos é por meio da prevenção e da preparação. A reação deve continuar sendo nossa última linha de defesa”, alertou durante um debate no plenário do Parlamento Europeu sobre a preparação e a resposta da UE diante de ondas de calor, incêndios florestais e secas.

A comissária defendeu, assim, uma maior ênfase na preparação diante desses episódios, em um contexto em que, segundo ela, as perdas sofridas pela agricultura devido aos efeitos climáticos são estimadas em cerca de 28.300 milhões de euros por ano na UE, colocando o setor entre os que sofrem maior pressão.

“O próximo Quadro Financeiro Plurianual será crucial para incentivar e financiar medidas-chave de prevenção. Sem uma prevenção adequada, os custos da resposta a emergências não farão senão crescer nos próximos anos”, afirmou a política belga, que lembrou que Bruxelas apresentará em breve o Quadro Integrado de Resiliência Climática, com o qual a Comissão busca reforçar a preparação do bloco diante das consequências das mudanças climáticas.

Lahbib situou esses números no contexto de um verão “muito difícil” para a Europa devido às ondas de calor e às secas que, segundo ela, elevaram o risco de incêndios florestais e causaram danos à saúde e ao bem-estar dos cidadãos, das empresas e do setor agrícola. “Só neste ano, já arderam quase 700 mil hectares, com 16 Estados-membros registrando áreas acima da média nacional”, acrescentou.

“A mensagem é muito clara. Todos os setores políticos e todos os atores devem trabalhar juntos, em sinergia e em cooperação europeia”, defendeu Lahbib, que destacou ferramentas como o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), o sistema de satélites Copernicus e o Observatório Europeu da Seca.

Além disso, a responsável europeia pela Gestão de Crises fez um balanço da atuação do Mecanismo de Proteção Civil da UE durante este ano e garantiu que todos os pedidos de assistência recebidos até o momento foram atendidos, dez dentro da Europa e outros dois fora do continente.

Como parte das medidas de preparação, a UE mobilizou preventivamente 777 bombeiros provenientes de 14 países europeus em locais considerados de alto risco, enquanto a frota da rescEU contou, neste verão, com 18 aeronaves e cinco helicópteros para combater os incêndios.

Entre estes últimos está incluído, pela primeira vez, um helicóptero financiado integralmente pela União Europeia, conforme destacou Lahbib, que mencionou ter visitado essa aeronave na semana passada na Romênia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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