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BRUXELAS 23 set. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia proclamou nesta terça-feira sua plena confiança nos "fatos e na ciência sólida" e defendeu assim que "não há provas" que relacionem o risco de autismo no bebê com o consumo de paracetamol durante a gravidez, como sugeriu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"A União Europeia acredita em fatos, a União Europeia acredita em ciência sólida e demonstrável, e esse é um princípio fundamental para nossa política de saúde e, na verdade, para todas as nossas políticas", disse Olof Gill, porta-voz adjunto da presidente do executivo da UE, Ursula von der Leyen, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas.
A Comissão Europeia, que também enfatizou que os europeus têm sistemas de saúde de "alta qualidade", explicou que o paracetamol é um medicamento monitorado e autorizado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), um órgão que aplica controles "muito rigorosos" a todos os produtos médicos no mercado da UE.
A porta-voz de saúde da UE, Eva Hrncirova, acrescentou na mesma coletiva de imprensa que a EMA "não encontrou nenhuma evidência que relacione o uso de paracetamol durante a gravidez com o autismo".
Ela também explicou que tanto a EMA quanto os Estados Membros monitoram regularmente os medicamentos no mercado comum, incluindo o paracetamol, para que tenham dados atualizados que lhes permitam tomar medidas "se necessário".
Nesse contexto, disse a porta-voz, a agência europeia tem "uma grande quantidade de dados" sobre mulheres que usaram paracetamol durante a gravidez e "não encontrou nenhuma indicação de risco de malformações, para o feto ou para os recém-nascidos".
"Portanto, é importante dizer que não há evidências de que sejam necessárias quaisquer mudanças nas atuais recomendações da UE sobre o uso do paracetamol", disse Hrncirova, que lembrou que, como qualquer outro medicamento, ele deve ser usado de acordo com a orientação médica.
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