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UE – Bruxelas destina 705 milhões de euros para financiar projetos de 421 pesquisadores em toda a Europa
BRUXELAS, 3 set. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Europeu de Pesquisa (ERC, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira a concessão de 705 milhões de euros a 421 pesquisadores que se encontram nos estágios iniciais de suas carreiras, entre os quais 24 espanhóis, para que possam desenvolver projetos de pesquisa, dar início às suas próprias linhas de trabalho e formar equipes em universidades e centros de pesquisa em toda a Europa.
Os auxílios, concedidos pelo ERC por meio de sua chamada de propostas “Starting Grants” — financiada com recursos do programa da UE “Horizonte Europeu” —, visam apoiar pesquisadores que se encontram em uma fase inicial de sua trajetória profissional para que possam desenvolver ideias científicas ambiciosas de forma independente.
Conforme detalhado pela instituição em um comunicado, a chamada recebeu um “recorde” de 4.807 propostas, 22% a mais do que as 3.928 solicitações registradas no ano anterior, embora a alta concorrência tenha feito com que apenas 8,8% dos projetos apresentados pudessem ser financiados.
Os projetos selecionados abrangem áreas que vão desde as ciências da vida e a engenharia até as ciências sociais e as humanidades e serão desenvolvidos em universidades e centros de pesquisa de 25 Estados-membros da União Europeia e países associados ao Horizonte Europa.
Além disso, estima-se que os recursos permitam a criação de mais de 3.000 empregos nas equipes dos pesquisadores selecionados.
A Alemanha será o país que receberá o maior número de subsídios, com 89, seguida pela França, com 38; pela Suíça, com 36; e pelos Países Baixos, com 33. Por nacionalidade, entre os beneficiários estão 84 pesquisadores alemães, 50 italianos, 30 franceses e 24 espanhóis, além de cientistas de outras 48 nacionalidades.
Além disso, 21 dos beneficiários que atualmente residem fora da Europa se mudarão para a UE ou para países associados ao Horizonte Europa para desenvolver seus projetos, contra os 11 da convocatória do ano passado. Entre eles estão pesquisadores atualmente estabelecidos nos Estados Unidos e no Canadá.
“A decisão deles reflete a crescente atratividade da Europa para a pesquisa de ponta”, destacou, em declarações enviadas por escrito, a comissária europeia para Startups, Pesquisa e Inovação, Ekaterina Zaharieva, que considera que esse dado demonstra que a iniciativa “Choose Europe” está contribuindo para atrair talentos científicos para o continente.
No âmbito dessa iniciativa, os pesquisadores que se mudarem para a Europa poderão solicitar, além disso, até dois milhões de euros adicionais para criar laboratórios ou equipes de pesquisa no Velho Continente.
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