Publicado 05/03/2026 07:27

Bruxelas descarta, por enquanto, movimentos migratórios do Irã para outros países da região ou da UE.

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 04 de outubro de 2025, Baviera, Munique: Magnus Brunner, Comissário Europeu para a Migração, participa numa conferência de imprensa após a “Reunião de Munique sobre Migração”. Foto: Peter Kneffel/dpa
Peter Kneffel/dpa - Arquivo

BRUXELAS 5 mar. (EUROPA PRESS) -

O comissário de Migração e Interior, Magnus Brunner, afirmou nesta quinta-feira que “por enquanto” não se registra “nenhum movimento” migratório do Irã para outros países da região ou da União Europeia, embora tenha ressaltado que o bloco está observando a situação para estar preparado para eventuais consequências em matéria de migração ou segurança, caso o conflito se prolongue.

“É claro que há alguns deslocamentos dentro do Irã, de Teerã para outras cidades ou regiões, mas, por enquanto, não vemos nenhum movimento em direção à Europa ou a outros países da região (do Oriente Médio)”, resumiu o conservador austríaco, ao chegar a uma reunião de ministros do Interior da União Europeia cuja agenda prevê discutir os possíveis impactos na segurança da UE após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã e a resposta posterior do país com ataques a outros países do Oriente Médio.

“É importante que discutamos e estejamos preparados para questões migratórias e de segurança”, argumentou, após salientar que a União Europeia está em “estreito contato” com seus interlocutores na região para acompanhar a situação.

Questionado sobre o mesmo assunto à sua chegada à reunião dos 27, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, opinou que, em todo o caso, a União Europeia demonstrou em crises anteriores estar preparada para responder ao aumento das chegadas de requerentes de asilo, como aconteceu em 2015 da Síria ou, mais recentemente, da Ucrânia devido à invasão russa.

“Toda situação de instabilidade manifesta e complicada, complexa, como a que estamos vivendo, se se perpetuar no tempo, gera uma problemática diversa. Mas a União Europeia em 2015, em consequência do conflito na Síria, foi capaz de enfrentá-la”, indicou o ministro em declarações à imprensa.

Nesse sentido, ele defendeu que a UE tem “os meios, as capacidades e, acima de tudo, a vontade manifesta de proteger aqueles que precisam de proteção” e, portanto, neste caso, “não haveria nenhum problema, porque já enfrentamos outras crises semelhantes”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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