Europa Press/Contacto/Andre Ribeiro - Arquivo
MADRID 5 out. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde do Brasil informou no sábado um aumento nos casos de possível envenenamento por metanol após a ingestão de álcool adulterado, com até 195 casos suspeitos, entre os quais foram registradas pelo menos treze mortes.
Do número total de casos, 14 casos de envenenamento por metanol foram confirmados, enquanto os demais estão sendo investigados. Até o momento, as autoridades de saúde só conseguiram certificar a morte de duas pessoas devido à ingestão de bebidas adulteradas, e as outras onze mortes também estão sendo investigadas como suspeitas.
A maioria das pessoas afetadas está localizada no estado de São Paulo - um total de 162 casos suspeitos - e as duas mortes confirmadas também ocorreram nessa região. Os outros dois estados com o maior número de casos são Pernambuco, com onze, e Mato Grosso, com cinco notificações, de acordo com dados do governo coletados pela Agência de Brasil.
Desde sexta-feira, o número de pessoas suspeitas de terem sido envenenadas aumentou em cerca de 80 casos, um pico grave para o país.
Nos últimos dias, várias operações policiais foram realizadas contra essa prática, resultando em 41 prisões, onze somente no sábado.
"Anunciamos a compra de 2.500 doses de fomepizol, um antídoto usado em casos de envenenamento por metanol, de uma empresa japonesa. O medicamento, que antes não estava disponível no Brasil, foi comprado com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde e chegará na próxima semana", disse o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha.
As autoridades de saúde descrevem o envenenamento por metanol como uma "emergência médica extremamente grave". A ingestão da substância envolve sua metabolização em produtos tóxicos que podem levar à morte. Os sintomas geralmente incluem perda de visão e mal-estar geral.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático