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MADRID, 14 nov. (EUROPA PRESS) -
O governo brasileiro reconheceu nesta quinta-feira que "houve um problema", mas não "um fracasso", quando cerca de 150 manifestantes invadiram o local da Cúpula do Clima COP30, que está sendo realizada nestes dias em Belém, no estado nordestino do Pará, causando danos materiais e ferindo o pessoal de segurança. As Nações Unidas pediram ao Brasil que melhore sua segurança, entre outras coisas.
O secretário extraordinário para a COP30 da Casa Civil, Valter Correia, explicou que, como resultado do incidente, "naquela mesma noite" foi realizada uma primeira reunião com "todos" os responsáveis. "Reconheceu-se que houve um problema. Que houve uma falha, não", disse ele em declarações relatadas pelo jornal brasileiro 'Folha', onde admitiu que "houve um problema, ficou claro".
"Nós o corrigimos por meio de um esforço conjunto de todas as forças de segurança do país. Fizemos um diagnóstico e encontramos áreas para melhorar", disse ele, aludindo a um maior destacamento de pessoal militar próximo ao pavilhão da conferência. Ele também destacou que o contingente de segurança, que era insuficiente devido a supostos problemas com a empresa contratada, foi complementado.
Correia, que disse que a ONU teria reconhecido a resolução do problema em uma reunião na quarta-feira, abordou assim a carta enviada no dia anterior a Brasília pelo secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Simon Stiell.
A carta também incluía reclamações sobre a infraestrutura do pavilhão principal da COP30, como a falta de ar condicionado para resfriar o espaço, a falta de água nos banheiros e inundações em algumas áreas.
No entanto, o funcionário brasileiro ressaltou que o número de caminhões pipa dobrou e que estão sendo feitos ajustes no sistema de ar condicionado, deixando as preocupações da ONU "totalmente resolvidas".
"Quando você monta uma estrutura temporária de 150 mil metros quadrados, você tem um projeto técnico que é avaliado, aprovado e implementado. Mas nos primeiros dias, quando você a coloca sob tanta pressão e abriga 25.000 pessoas, é natural que haja problemas", disse ele. "O primeiro dia foi bastante difícil, mas melhorou e amanhã será melhor do que hoje", prometeu.
Além de suas preocupações com a segurança, Stiell descreveu uma série de problemas de infraestrutura que estavam afetando o evento, apontando casos de problemas de saúde relacionados ao calor devido a problemas de ventilação, bem como escritórios que estavam abaixo do padrão, dilapidados ou impróprios para uso.
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