Alberto Paredes - Europa Press
MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -
O Ministro da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes, Félix Bolaños, expressou a satisfação do Executivo pela viagem apostólica do Papa Leão XIV à Espanha, por ser o primeiro país da União Europeia a ser visitado, e negou que a intenção do Executivo seja apropriar-se da figura do Papa.
“Não pretendemos nos apropriar politicamente de ninguém, muito pelo contrário”, respondeu o Ministro da Presidência em entrevista à COPE divulgada pela Europa Press, ao ser questionado sobre a relação entre o Governo e a Igreja, na qual destacou que, apesar das discrepâncias existentes, ambas as instituições tenham alcançado acordos relevantes nos últimos anos, entre eles o relacionado à assistência às vítimas de abusos.
Bolaños destacou as coincidências do Governo com o Vaticano em matéria de política migratória, defesa da paz e respeito ao direito internacional. “É indiscutível que, nas questões fundamentais da agenda mundial, a posição de Leão XIV é a mesma do Governo da Espanha”, argumentou o Ministro da Presidência, que destacou, igualmente, a continuidade entre o pontificado de Francisco e o de Leão XIV em matéria social.
Ao ser questionado sobre a coincidência da viagem com as informações relativas às investigações judiciais que envolvem autoridades socialistas, Bolaños lembrou que o Executivo “não decide as datas da visita do Papa, nem qualquer outra data dos processos judiciais”. Além disso, mostrou-se convencido de que “os cidadãos têm inteligência para distinguir umas questões das outras”.
Para o ministro, a viagem do Pontífice “é um fato histórico”, no qual o presidente do Governo, Pedro Sánchez, tem previsto acompanhar o Pontífice em pelo menos cinco de seus eventos programados.
Segundo o ministro, tanto a Igreja quanto o Governo querem que a visita seja “um sucesso”. “Que a imagem que a Espanha transmita ao mundo seja impecável”, desejou o Ministro da Presidência, que destacou o “contexto de colaboração e lealdade alcançado com a Igreja” na organização do programa, que qualificou “como um desafio de primeira ordem”.
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