A. Pérez Meca - Europa Press
MADRID 10 out. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Presidência, Justiça e Relações com o Parlamento, Félix Bolaños, reafirmou nesta sexta-feira o desejo do governo de garantir o direito das mulheres de abortar diante de "qualquer tendência reacionária", em referência à recusa da presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, de criar uma lista de médicos objetores de consciência.
"É claro que o Partido Socialista e este governo sempre serão um dique contra qualquer tendência reacionária de reduzir os direitos das mulheres, que normalmente estão na área da interrupção voluntária da gravidez e também em outros direitos (...) sempre estaremos defendendo seu direito ao aborto", disse ela à mídia depois de assinar um acordo com a ONCE para implementar medidas de acessibilidade à Justiça.
Bolaños enfatizou que o governo fará tudo "que estiver ao seu alcance" para garantir o cumprimento da Constituição e da lei, e que sempre se oporá a essas "tendências de cortes que a direita não consegue evitar".
Ayuso rejeitou essa medida, considerando-a uma "lista negra" de médicos, e afirmou que "ninguém vai ser destacado" por fazer aborto ou por não fazer, nem "nenhum médico por fazer aborto ou por não querer fazer". "A região de Madri não será excluída. Você acha que isso não é suficiente? Então vá para outro lugar para fazer um aborto", concluiu.
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