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MADRID 21 set. (EUROPA PRESS) -
O blogueiro chinês Zhang Zhan, que foi condenado a quatro anos de prisão após relatar os primeiros momentos de confinamento na cidade de Wuhan após o surto da pandemia de COVID-19, recebeu uma segunda sentença semelhante por relatar supostas violações dos direitos humanos, segundo a Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
Zhang, ex-advogada, foi presa pela primeira vez em maio de 2020 e, após cumprir sua primeira sentença, foi libertada. No entanto, as autoridades a prenderam novamente em agosto de 2024 sob a acusação de promover distúrbios, uma acusação comumente usada na China para processar dissidentes.
Um tribunal de Xangai ouviu o segundo julgamento na sexta-feira, que terminou com outra sentença de quatro anos de prisão. "É absolutamente terrível", reclamou nas redes sociais a porta-voz da RSF, Aleksandra Bielakowska, pedindo a retirada das acusações e denunciando o sigilo com que todo o julgamento foi conduzido.
A ONG considera a China como "a maior prisão do mundo para jornalistas e ativistas da liberdade de imprensa". Ela estima que pelo menos 123 profissionais da mídia estejam atualmente atrás das grades, colocando o gigante asiático em 178º lugar entre 180 na lista anual da RSF, à frente apenas da Eritreia e da Coreia do Norte.
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