MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
Manter a cozinha limpa nem sempre significa que os utensílios são seguros. Um gesto cotidiano, como cortar frutas, legumes ou carne em uma tábua de plástico, pode envolver mais riscos do que parece, mesmo quando a tábua parece aparentemente limpa.
A biotecnóloga e divulgadora científica Lucía Almagro alerta em suas redes sociais que esse tipo de tábua acumula problemas invisíveis. Por um lado, a cada corte, são criadas ranhuras onde ficam restos de alimentos que facilitam a proliferação de bactérias. Por outro lado, a cada uso, são liberados pequenos fragmentos de plástico que acabam nos alimentos e, consequentemente, em nossos corpos.
MICROPLÁSTICOS EM SEUS ALIMENTOS
Almagro mostra sob a lupa como, após apenas alguns cortes com uma faca serrilhada, partículas visíveis se desprendem da tábua. Esses fragmentos passam para os alimentos e acabam sendo ingeridos. A esse respeito, o especialista ressalta que as evidências científicas estão crescendo: a exposição contínua a microplásticos pode causar inflamação, danos às células e até mesmo afetar o DNA.
O QUE ACONTECE COM AS TÁBUAS DE MADEIRA
As tábuas de madeira, comuns em muitas cozinhas, apresentam outros riscos. Embora sejam mais duráveis e resistentes, elas absorvem umidade facilmente, o que favorece o crescimento de bactérias e fungos se não forem secas adequadamente. Por esse motivo, nunca devem ser colocados na máquina de lavar louça. A maneira correta de mantê-los é limpá-los com um pano e desinfetá-los com produtos apropriados, deixando-os secar ao ar livre.
MÁRMORE, VIDRO OU GRANITO: PRÓS E CONTRAS
Há também opções como mármore, vidro ou granito. Sua superfície lisa e não porosa dificulta o desenvolvimento de bactérias e é fácil de limpar. No entanto, eles têm grandes desvantagens: escorregam com facilidade, embotam as facas rapidamente e são pesados e pouco práticos no uso diário.
O SEGREDO: HIGIENE E RENOVAÇÃO
Não existe uma tábua perfeita: cada material tem suas vantagens e desvantagens. O essencial, ressalta o biotecnólogo, é o uso correto e a higiene constante.
Se for usado plástico, ele deve ser de boa qualidade e deve ser substituído assim que as ranhuras se tornarem impossíveis de limpar.
Com a madeira, a precaução é evitar a umidade e sempre desinfetar sem colocar na máquina de lavar louça.
E com mármore ou vidro, a dificuldade está no fato de que eles escorregam e embotam as facas, exigindo maior destreza.
Concluindo, a segurança não depende tanto do material quanto de como ele é cuidado. Entretanto, Lucía Almagro adverte que, ao cortar em plástico deteriorado, os microplásticos inevitavelmente acabam nos alimentos e, com eles, no corpo.
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