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MADRID, 19 out. (EUROPA PRESS) -
A biotecnologia está desempenhando um papel "essencial" na busca de terapias mais eficazes, seguras e personalizadas contra o câncer de mama, o que está revolucionando a abordagem da doença, conforme explicou Maite Agüeros, diretora executiva da InnoUp, empresa espanhola de biotecnologia e parceira da AseBio.
Foi o que ela disse por ocasião do Dia Mundial do Câncer de Mama, que é comemorado neste domingo, enfatizando que a combinação de pesquisa biomédica e biotecnologia torna possível administrar tratamentos menos invasivos com melhores resultados, tanto em termos de sobrevivência quanto de qualidade de vida.
Um dos exemplos desses avanços é o desenvolvimento da formulação oral 'INP12' (paclitaxel), baseada em nanopartículas que aproveita os benefícios da nanotecnologia para otimizar a ação terapêutica do medicamento, protegendo o princípio ativo durante sua passagem pelo trato digestivo e garantindo uma liberação controlada e prolongada.
"Graças ao seu perfil farmacocinético, essa formulação permite uma administração mais segura e potencialmente mais eficaz, facilitando o tratamento ambulatorial, reduzindo a toxicidade e melhorando a qualidade de vida dos pacientes", explicou Agüeros.
Os resultados preliminares da Fase I mostraram um perfil de toxicidade "excelente" e um comportamento "muito promissor", razão pela qual a empresa está colaborando com o Vall d'Hebron Institute of Oncology (VHIO) no desenvolvimento clínico do 'INP12'.
Esse tipo de sistema biotecnológico oferece "vantagens claras" em relação aos tratamentos convencionais, pois a reformulação de medicamentos existentes para torná-los mais eficazes e seguros abre as portas para uma medicina mais personalizada e acessível.
"O desafio é duplo: científico e clínico, mas os benefícios em potencial fazem com que valha a pena assumi-lo", enfatizou Agüeros, que defendeu uma visão translacional da inovação, colaborando com agências reguladoras e profissionais de saúde para levar os avanços do laboratório para o ambiente clínico.
Por fim, ele afirmou que a combinação de biologia molecular, Inteligência Artificial (IA) e nanotecnologia continuará a transformar "nos próximos anos" o tratamento do câncer de mama, com terapias cada vez mais direcionadas, seguras e humanizadas.
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