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MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
Por conveniência, por ignorância ou simplesmente porque não há papel, muitas pessoas optam por usar o secador de mãos ao lado da pia nos banheiros públicos. No entanto, embora pareçam uma opção higiênica e prática, nem sempre são a melhor alternativa. É o que Lucía Almagro, biotecnóloga e divulgadora científica, alerta em um de seus vídeos no TikTok, onde explica por que evita esse tipo de dispositivo quando vai ao banheiro.
Fundadora do projeto Diario de una Científica, Lucía Almagro se dedica a popularizar a ciência de forma simples e compreensível para todos. Em sua série sobre "Coisas que tento evitar como cientista em um banheiro público", ela compartilha recomendações baseadas em estudos científicos com uma ideia clara em mente: o que parece limpo nem sempre é limpo.
BACTÉRIAS TRANSPORTADAS PELO AR
Como Almagro explica no vídeo, os secadores de ar podem ser um veículo de recontaminação. "Há evidências científicas que mostram que eles são capazes de absorver bactérias no ambiente do banheiro, acumulando-as em seu interior e depois liberando-as pela corrente de ar", ressalta. Em outras palavras, mesmo que você tenha lavado bem as mãos, o uso desses secadores pode recontaminá-las instantaneamente.
Além de espalhar bactérias, esses dispositivos mantêm um ambiente úmido em seu interior, o que é ideal para o crescimento microbiano. "Os que produzem mais contaminação, além de acumularem bactérias, também acumulam umidade, um ambiente perfeito para seu crescimento", explica Almagro.
Esses tipos de secadores, segundo ele, podem ser particularmente problemáticos quando o fluxo de ar atinge a palma da mão diretamente ou é projetado para cima a partir de uma base, o que é comum nos modelos modernos.
QUAL É A MELHOR OPÇÃO PARA SECAR AS MÃOS?
Nessa situação, o biotecnólogo é claro: as toalhas de papel ainda são a melhor alternativa. "Foi demonstrado que elas carregam a maior parte das bactérias e absorvem melhor a umidade", diz ela. E ela acrescenta um benefício extra: elas podem ser usadas para abrir o trinco ou a maçaneta da porta, dois pontos em que a contaminação também pode ocorrer por contato.
A melhor opção é sempre secá-las ao ar livre", diz ele, referindo-se ao fato de deixar a água evaporar naturalmente. Embora possa não ser a mais rápida, estudos concordam que essa prática demonstrou gerar menos bactérias em comparação com o uso de um secador de cabelo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático