NASTASIC/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
Um programa de seis semanas de “biofeedback” da variabilidade da frequência cardíaca — técnica que permite às pessoas aprender a regular sua resposta fisiológica por meio de informações em tempo real, realizado em casa com um aplicativo móvel e um sensor portátil — reduz o estresse percebido e produz mudanças objetivas na atividade cerebral dos participantes.
Essa é a principal conclusão do estudo que o pesquisador Francisco Manuel Ocaña, professor do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Sevilha e consultor científico-técnico da Avannza Psicólogos, apresentou no VI Congresso Internacional de Psicobiologia, realizado na Faculdade de Psicologia da Universidade de Sevilha.
Ocaña expôs os resultados mais recentes do projeto de pesquisa “BIMSTRESS”, dedicado ao desenvolvimento de intervenções baseadas na neurociência para a prevenção do estresse e a promoção da saúde mental.
Os participantes que concluíram o programa apresentaram uma redução significativa do estresse percebido e dos sintomas psicossomáticos, juntamente com uma melhor regulação do sistema nervoso autônomo e um melhor desempenho cognitivo. A descoberta mais relevante, segundo a equipe de pesquisa, decorre da análise por eletroencefalografia quantitativa (qEEG), que permitiu comprovar que o treinamento induz uma reorganização da atividade cortical.
Nos registros, observa-se uma diminuição da hiperativação em determinadas regiões cerebrais e uma redistribuição dos padrões relacionados à regulação emocional, à atenção e ao controle cognitivo.
“O interessante deste trabalho é que a melhora subjetiva relatada pelos participantes vem acompanhada de mudanças fisiológicas mensuráveis tanto no coração quanto no cérebro. Isso reforça a ideia de que as intervenções baseadas em ‘biofeedback’ não são apenas uma questão de percepção, mas produzem adaptações funcionais objetiváveis”, explicou Ocaña.
Segundo a Avannza Psicólogos, a pesquisa tem uma particularidade que a diferencia de outros trabalhos na área: foi desenvolvida com o mesmo aplicativo móvel e o mesmo sensor Polar H10 que o centro utiliza atualmente em seus programas de neuroterapia.
Isso permite que os pacientes do centro possam continuar o treinamento em casa com a tecnologia que já foi validada no âmbito científico. “O projeto se posiciona, assim, como um caso de transferência direta entre a pesquisa universitária e a prática clínica”, conclui a Avannza Psicólogos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático