Publicado 12/03/2026 11:23

Baviera lembra que o glaucoma pode se desenvolver silenciosamente, o que torna os exames "essenciais".

Archivo - Arquivo - Exame oftalmológico
CLÍNICA BAVIERA - Arquivo

MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -

O diretor médico da empresa oftalmológica Baviera, Dr. Gonzalo Muñoz, lembrou que o glaucoma “pode se desenvolver de forma silenciosa e progressiva”, pelo que “as revisões periódicas são essenciais”, já que “detectá-lo a tempo permite aplicar tratamentos que protejam a visão antes que ocorram danos irreversíveis no nervo óptico”.

“O glaucoma não avisa”, afirmou, acrescentando que, “quando o paciente percebe que perdeu a visão, o dano já é irreversível”. “Por isso, insistimos tanto nas revisões periódicas, mesmo quando não há sintomas”, destacou, por ocasião da celebração, nesta quinta-feira, 12 de março, do Dia Mundial desta doença.

Na opinião de Muñoz, é necessário “realizar exames completos a partir dos 40 anos, mesmo na ausência de incômodos, e antecipá-los em pessoas com fatores de risco, como histórico familiar, diabetes, miopia alta e hipertensão”. “Dado que a doença costuma avançar de forma silenciosa, esses exames permitem identificar alterações incipientes que o paciente não percebe em sua vida cotidiana”, explicou. Essa patologia ocular crônica afeta o nervo óptico, responsável por transmitir as informações visuais ao cérebro. A principal característica da doença é que ela provoca uma perda progressiva da visão e geralmente está associada a um aumento da pressão intraocular, por isso é conhecida como cegueira silenciosa, pois, em seus estágios iniciais, geralmente não apresenta sintomas perceptíveis e a perda de visão começa pelo campo periférico antes de afetar a visão central.

MAIS DE 3% DA POPULAÇÃO ESPANHOLA SOFRE DESTA DOENÇA De acordo com a Sociedade Espanhola de Glaucoma (SEG), mais de 3% da população espanhola sofre desta doença, principalmente pessoas com mais de 40 anos e aquelas com antecedentes familiares ou algum problema de saúde. Assim, estima-se que metade dos casos na Espanha não seja diagnosticada, pelo que a detecção precoce é fundamental. Neste contexto, a Baviera salientou que o glaucoma pode afetar qualquer pessoa, mas existem perfis com maior probabilidade de o desenvolver. Por idade, a partir dos 60 anos, o risco aumenta de forma muito mais significativa, enquanto outros fatores de risco são pressão intraocular elevada, histórico familiar, diabetes, hipertensão, traumatismos oculares e miopia alta.

Diante de tudo isso, e devido ao fato de que é possível deter ou retardar a progressão dessa patologia se ela for detectada a tempo, aposta-se na medição da pressão intraocular e na exploração do nervo óptico. Além disso, são necessários exames do campo visual, essenciais para identificar perdas da visão periférica nas fases iniciais. Por fim, na Baviera, destacou-se que a primeira linha de tratamento são colírios que reduzem a pressão, aplicados de forma constante sob supervisão médica. Se não forem suficientes, recorre-se a procedimentos cirúrgicos ou a laser, que criam novas vias de drenagem para proteger o nervo óptico.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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