Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
"Quero deixar uma coisa bem clara: meu trabalho científico seguirá em frente, com ainda mais determinação do que nunca", afirmou ele
MADRID, 15 maio (EUROPA PRESS) -
O bioquímico Mariano Barbacid, ex-diretor do Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO), garantiu que continuará com seu trabalho, para defender tanto que o barulho não pode substituir o conhecimento quanto a ciência a partir de “um debate honesto e do respeito ao dissidente”.
Barbacid recebeu a Medalha de Honra de Madri das mãos do prefeito, José Luis Martínez-Almeida, por ocasião de San Isidro, graças às suas “pesquisas oncológicas de alcance mundial, por sua carreira científica intimamente ligada a Madri e por demonstrar que a Espanha é capaz de dar ao mundo grandes pesquisadores”.
O bioquímico explicou, no Palácio de Cibeles, que continua trabalhando nos mesmos oncogenes nos quais mergulhou de cabeça há 52 anos, quando foi para os Estados Unidos e para o Instituto Nacional do Câncer, onde conseguiu descobrir e isolar o primeiro oncogene humano e determinar que ele causava câncer por uma mutação pontual.
O pesquisador agradeceu o “abraço coletivo desta grande cidade” que representa a Medalha, ainda mais por ser “madri-lenho de corpo e alma”. “Meus avós já eram madri-lenhos. Minha família paterna era de Cuatro Caminos, uma zona onde vivi meus primeiros doze anos, em uma rua pequena, mas com um nome muito ilustre, Don Quijote. Nos doze anos seguintes, até eu me mudar para os Estados Unidos, continuei morando nessa mesma região. Mas, graças à ascensão social que muitas vezes ocorreu durante a ‘ditadura branda’, já nos mudamos um pouco para a rua Orense”, descreveu ele.
De lá, ele podia “ver todos os dias o Estádio Santiago Bernabéu”, time do qual se declarou “torcedor fervoroso”, embora seu pai e seus tios “fossem torcedores do Atlético”, numa referência ao “colchonero” Almeida.
“CONCENTRAR-NOS NO RIGOR DA CIÊNCIA”
“Nestes tempos, mais do que nunca, devemos concentrar-nos nos fatos certos, nas evidências, no rigor que a ciência exige. Quando o ruído substitui o conhecimento, a ciência nos ensina que a verdade se constrói com dados, com um debate honesto e respeito ao dissidente. Essa vontade de diálogo é o que torna Madrid grande”, destacou
Mariano Barbacid deixou clara sua dedicação à ciência. “Por isso, quero deixar algo bem claro: meu trabalho científico seguirá em frente, com mais determinação do que nunca”, comprometeu-se.
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